Semana decisiva no caso do triplo homicídio da família Brito-Belota. Enquanto o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Divanilson Cavalcanti, prepara, para sexta-feira (01), o relatório final das investigações que apontam o publicitário Jimmy Robert de Brito, Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães e Rodrigo de Moraes Alves como mandante e autores do assassinato de Maria Gracilene Belota, da filha, Gabriela Belota e do irmão Roberval Roberto de Brito, Jimmy aguarda a constituição de um advogado para defendê-lo durante o processo judicial.
Durante os primeiros dias de investigações, o publicitário vinha sendo assistido pelo advogado James Douglas de Oliveira, que chegou até a prestar declarações sobre o caso, para jornais de circulação nacional, indicando que não irá pedir a libertação dos clientes, porque Jimmy e Rodrigo, a quem estava atendendo naquele momento, cometeram erros graves, por terem voltado à cena do crime com o mesmo carro utilizado na morte do pai do publicitário. Ontem, a reportagem de ACRÍTICA tentou contato pelo telefone 93XX-XX42, mas o advogado não atendeu.
Informações prestadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejus) dão conta de que Jimmy ainda não tem advogado. “Passada essa semana de triagem, caso não seja constituído nenhum advogado, a administração penitenciária deve prestar assistência jurídica, em cumprimento à Lei de Execuções Penais. Queremos deixar claro que isso não é um privilégio a nenhum deles, está previsto na lei”, salientou o secretário Executivo Adjunto da Sejus, coronel Bernardo Encarnação.
Depois a missa de 7º Dia , ocorrida ontem, o deputado estadual Adjuto Afonso disse à reportagem que a família ainda não tinha cogitado a possibilidade de prestar assistência jurídica a Jimmy.
Inquérito
Provas técnicas e periciais, como vestígios de material genéticos coletados nas duas cenas do crime e nos veículos usados pelos assassinos, bem como as imagens do circuito fechado do condomínio onde Gracilene e Gabriela moravam, devem embasar o relatório final das investigações do triplo homicídio, que, no âmbito da Polícia Civil, está sendo tratado como “Caso Jimmy”.“Vamos finalizar o inquérito antes do prazo de dez dias que tínhamos, após o crime. Além das confissões dos acusados, também apresentaremos um cabedal de provas técnicas. Após as conclusões serem remetidas à justiça, o processo correrá em segredo de justiça”, avisou o delegado.