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Grandes franquias fazem falta em Manaus e abrem brecha para especulações

Boatos da chegada de um Outback na capital amazonense se transformou em viral na Internet, despertando ainda mais o desejo por redes de restaurante internacionais de sucesso na cidade

O empresário Carlos Oshiro gosta da ideia do desembarque em Manaus de uma Outback

O empresário Carlos Oshiro gosta da ideia do desembarque em Manaus de uma Outback (Antonio Lima)

Comentários sobre a possível abertura de um Outback Steakhouse em Manaus invadiram as redes sociais no começo deste ano. A informação, porém, era apenas um boato que foi negado pela assessoria do restaurante, mas a especulação a respeito do assunto foi tão grande que acabou virando “meme” na internet e levantando o debate sobre a abertura de outros nomes internacionais na capital amazonense. Aproveitando a repercussão do mal-entendido, o A Crítica conversou com administrador Carlos Eduardo Oshiro e a chef especialista em doces Talita Avelino, dois apreciadores da culinária que viajam bastante, para saber quais redes poderiam se instalar em Manaus.

Oshiro acha que o próprio Outback seria uma opção interessante para Manaus. “Onde ela se instala, consegue ter e manter um ótimo público. Acho que a Red Lobster (americana), que é focado em frutos do mar, também teria boa aceitação do público manauara. Essa rede entra no Brasil em 2014, começando por São Paulo. Uma franquia especializada em massas também faria sucesso aqui. A rede Olive Garden (do mesmo grupo da Red Lobster) também deve vir para o Brasil esse ano”, acredita Oshiro.

Talita também confessa que adoraria a instalação de um Outback na cidade. “Eu não ia achar uma má ideia, tenho certeza que daria certo. Querem tanto que até inventaram esse boato”, brinca a chef, que sugere ainda mais duas opções: “Outras franquias que eu acredito que dariam certo aqui seriam Applebee's e Burguer King”.

Há público?

E será que existe público em Manaus para elas? Quantidade, pelo menos, é o que não falta. De acordo com os dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem uma população estimada em 1.982.179 habitantes. “Já tem público para tudo. Além disso, os amazonenses viajam muito, sabem o que é bom” levanta Talita.

Para Oshiro, porém, mesmo com esses prós, a cidade ainda aponta contras que podem influenciar na instalação de uma rede estrangeira. “Depende muito do segmento alimentício e se o produto cairá no gosto do manauara. Já tivemos grandes franquias que abriram várias unidades aqui e não deu certo. Temos exemplo da Pizza Hut, que retorna ao mercado local com modelos menores”.

O administrador ressalta ainda a dificuldade logística de trazer uma franquia para Manaus. “No caso do Outback, por exemplo, não existe franquia e sim loja própria. Para isso é feita uma seleção rigorosa do parceiro que entra com um capital mínimo e também detém uma participação mínima, e recebe um 'pro labore', mais um variável para operar o negócio. E no segmento de alimentação, é comum só dar certo se o dono estiver à frente do negócio. É um segmento muito trabalhoso. Manaus ainda tem o fator da logística, que além de ser uma cidade cara, é burocrática. Diante disso, é frequente as franquias terem falta de produtos. Como as redes operam com padrão único de preço, esse é um dos problemas a serem administrados também. O custo transporte afeta o preço local”.

Deu certo

Mesmo com todas essas dificuldades, algumas franquias funcionam com sucesso em Manaus. “Temos em Manaus as cinco maiores franquias em faturamento do Brasil: Bob's, Mc Donalds, Girafas, BR Mania e Habib's. Fora Café do Ponto, Subway, Barbacoa, etc., que são ótimos exemplos de incentivos para outras”, afirma Talita.