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‘Cogitar isso é sandice’, afirma Ricardo Nicolau ao negar renúncia de cargo da ALE-AM

Deputado, acusado de superfaturamento em obra, afirma que não renunciará à função de corregedor da ALE-AM depois de virar réu em uma ação penal

Ao invés de responder às denúncias levantadas pelo MP, em sua gestão na ALE, Ricardo Nicolau tenta intimidar proprietários do jornal A Crítica

Deputado Ricardo Nicolau afirma que não tem nada a ver o fato de ser réu em processo com o fato de ser corregedor (Euzivaldo Queiroz )

Réu em processo que o acusa do superfaturamento de R$ 5,5 milhões da obra do edifício-garagem da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), o deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (27), que não renunciará da função de corregedor/ouvidor da Casa. E chama de tolo quem sugere o afastamento dele. “É uma sandice cogitar isso”, afirmou.

No dia 21 deste mês, por 14 votos a favor e três contra, a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra Nicolau foi recebida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). Com a decisão, o parlamentar e mais 12 pessoas viraram réus em uma ação penal que irá julgar as irregularidades apontadas pelo MPE.

Desde a decisão da Justiça, os deputados de oposição Luiz Castro (PPS) e José Ricardo Wendling (PT) cobram a renúncia de Nicolau da função de corregedor. Eles pedem ainda um posicionamento público do presidente da ALE-AM, deputado Josué Neto (PSD), sobre o assunto. Cabe ao corregedor apurar a quebra de decoro dos parlamentares.

Nesta segunda-feira, Nicolau disse que a atividade dele como corregedor/ouvidor nada tem a ver com o fato de ter se tornado réu em ação judicial. “Não tem uma coisa a ver com a outra. Na Ouvidoria não existe processo nenhum em trâmite contra mim. Não tem nenhuma correlação entre o processo na Justiça e a Corregedoria da ALE-AM. A Corregedoria é algo interno da Assembleia”, defendeu o deputado.

Na sexta-feira, ao ser questionado sobre o assunto, o presidente da ALE-AM afirmou que a situação do ex-presidente dentro da Casa mudou, ao se tornar réu em processo de corrupção. Mas defendeu que a saída de Nicolau da função de corregedor/ouvidor só será analisada quando o Legislativo for provocado a se manifestar oficialmente.

“Posteriormente à análise do Tribunal de Justiça, claro que o processo vai rolar dentro da Assembleia e eu te afirmo, posso te afirmar que ele não vai participar do processo como corregedor”, disse Josué Neto à reportagem de A CRÍTICA, no dia 24.

Para Luiz Castro, é insensata a permanência de Nicolau na Corregedoria. “À medida mais urgente que temos que tomar é o afastamento dele da Corregedoria e da ouvidoria da Casa. A presença dele nessa função é totalmente inadequada nessas circunstâncias”, disse Castro.