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Servidores vão às ruas de Manaus

A semana em Manaus inicia com mobilizações de policiais militares, professores, guardas municipais, psicólogos e assistentes sociais. Melhorias de trabalho são o alvo

Melhorias de trabalho são alvos de manifestação, de ambas as categorias

Professores da rede estadual e municipal de ensino promovem, desde segunda-feira, três dias de mobilizações em prol de aumento salarial e outros benefícios (Euzivaldo Queiroz)

Às vésperas do início da Copa do Mundo de Futebol e da campanha eleitoral, que colocará em jogo, dentre outros cargos, o de governador do Amazonas, milhares de servidores públicos estaduais e municipais invadem as ruas de Manaus cobrando aumento salarial e melhoria das condições de trabalho. Especialistas consultados por A CRÍTICA avaliam que esse contexto favorece as mobilizações.

“Nessas condições de pré-campanha, o outro (o político no poder) está mais fraco. O interlocutor, no caso o Governo do Estado e a prefeitura, como é ano eleitoral, está mais vulnerável. Na estratégia política, se bate ou ameaça mais em quem está mais vulnerável”, avalia o sociólogo Luiz Antonio Nascimento, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O professor do Departamento de Ciências Sociais da Ufam Marcelo Seráfico ressalta que com muita frequência tanto os gestores da iniciativa privada quanto os dos governos demoram em tomar decisões em prol dos trabalhadores. Segundo o pesquisador, os gestores fazem negociações que não atendem nem a reposição das perdas que os trabalhadores têm.

“É evidente que pode haver algum tipo de aproveitamento, de uma oportunidade singular, ou seja, a proximidade das eleições, da Copa do Mundo, pode favorecer esse tipo de mobilização à medida que coloca os poderes numa situação de ter que dar resposta”, analisa Marcelo Seráfico.

Nesse sentido, Luiz Nascimento lembra que muitas vezes os dirigentes retardam a tomada de decisões para que elas sejam consolidadas nesse período. “Como uma forma dele sair por cima nas negociações”, ressalta o sociólogo.

Para Marcelo Seráfico, há uma situação de avançada precarização das condições de vida de quem trabalha em todo o mundo. “O limite disso eu espero que seja uma vasta reforma para assegurar os direitos humanos das pessoas, mas se isso não acontecer o que a gente pode esperar é muita violência”, enfatiza o cientista social.

Os dois sociólogos consideram os movimentos dos servidores públicos legítimos e refletem a perda do poder compra dos trabalhadores, e como consequência a queda na qualidade de vida.

Na madrugada de domingo para segunda-feira, policiais militares fizeram uma paralisação, que durou 12 horas. Ontem, professores, guardas municipais, psicólogos e assistentes sociais fizeram manifestações na frente das sedes do Governo do Estado, da Prefeitura de Manaus e da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). Para hoje, os trabalhadores planejam novas manifestações e paralisações.

Greve da Justiça e transporte

Os rodoviários do sistema de transporte coletivo (motoristas e cobradores) fizeram uma paralisação nos serviços no dia 7 deste mês e sempre estão entre os trabalhadores que vivem em tensão por melhorias nas condições de trabalho e salariais. Apesar de não serem funcionários públicos, os rodoviários prestam serviços que são públicos – concessões públicas de exploração do serviço de transporte coletivo que estão nas mãos de grandes empresários.

Dia 23, o sindicato dos rodoviários anunciou que os trabalhadores iriam fazer catraca-livre como forma de protesto alternativo à paralisação, mas para evitar o prejuízo das empresas, a prefeitura conseguiu um acordo em cima da hora e evitou a liberação das catracas.

Outra classe sempre em tensão de greve é a dos trabalhadores da Justiça do Amazonas, em greve desde o dia 8 deste mês. Entre as reivindicações dos trabalhadores está o pagamento de benefícios atrasados.