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Curso na UEA prepara os criadores de jogos eletrônicos

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançou o curso de especialização em Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos incentivada pelo mercado que movimenta bilhões no País. O curso é o primeiro a ser oferecido na região Norte

O mercado de jogos eletrônicos é um dos que mais crescem no mundo e a idéia dos coordenadores é fazer de Manaus um pólo de desenvolvimento para atender as empresas que produzem no Distrito

O mercado de jogos eletrônicos é um dos que mais crescem no mundo e a idéia dos coordenadores é fazer de Manaus um pólo de desenvolvimento para atender as empresas que produzem no Distrito (Reprodução/Internet)

Jogos eletrônicos há muito atraem, de forma categorica, crianças, jovens e adultos que fazem uso deles em aparelhos de telefone celular, smarthphones ou em computadores individuais ou portáteis. De olho no crescente mercado que coloca o País entre os maiores consumidores em todo o mundo e aproveitamento do tema em atividades de ensino, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançou o curso de especialização em Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos cujas aulas começam neste mês.

Primeiro a ser oferecido na região Norte do País, o curso, segundo o reitor da instituição, Cleinaldo de Almeida Costa, vem como uma estratégia de nucleação de um polo de desenvolvimento de software na Escola Superior de Tecnologia (EST) da UEA, além de incentivar o polo de jogos eletrônicos em Manaus. “Temos muitos jovens talentosos que poderão colocar suas habilidades em prática”, disse Cleinaldo. A expectativa é que, a partir do curso, surjam não só aplicativos lúdicos, mas também outros para áreas de interesse do ponto de vista pedagógico, que virão apoiar a atividade pedagógica dentro da UEA e outras instituições de ensino.

O reitor Cleinaldo Costa, o vice-reitor e engenheiro de computação, Mário Bessa e coordenador do curso, professor doutor em engenharia de computação Jucimar Maia da Silva explicaram que a ideia é construir uma cadeia de produção de jogos, mas que não terá apenas a visão de atividade lúdica, mas intelectual, já que há potencial de desenvolvimento de atividades dentro da pedagogia, das artes e da engenharia e mesmo dentro da medicina. Neste aspecto, ela cita um modelo de jogo que ensina procedimentos médicos para futuros profissionais. “O uso dessa tecnologia permite uma habilidade psicomotora que jamais poderia ter sido exercitada previamente ao uso do manequim ou em procedimento em humano ou animais”, argumento Cleinaldo.

Ensino

Os professores destacam o desenvolvimento de um modelo de software que permite ao aluno fazer todo procedimento de entubação aero-traqueal, que consiste em colocar uma cânula na via aérea e ventilar o paciente numa situação aguda. Esse trabalho reúne especialistas da UEA e da Universidade de São Paulo (USP), Existe um modelo de software que permite ao aluno fazer todo esse procedimento em computador até um dia chegar a fazer em humano. “Um software que no mercado custa US$ 30 a unidade, quer dizer, uma oportunidade que começa a vir para dentro deste núcleo de formação em jogos, em desenvolvimento de software”, asseguram os doutores, explicando que a estratégia de aplicar inicialmente no jogo é por conta do impacto existente hoje desses produtos na sociedade, já que a indústria de jogos ultrapassou a de filmes de Hollywood no dobro do faturamento, chegando a USS 60 bilhões ano, enquanto a de filmes foi de US$ 31 milhões.

Além disso, é importante também para formar mão de obra para o Distrito Indústrial.

Polo de produção de jogos é grande objetivo

Depois da implantação do curso, a proposta da UEA é seguir o modelo de Florianópolis, que tem o núcleo de produção de jogos mais desenvolvido do País iniciado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e incubar um polo de produção na instituição de ensino amazonense, explicou o reitor Cleinaldo Costa. Naquela capital, desde a década de 60 eles trabalham na produção de jogos e essa área, que aparentemente era uma brincadeira, tomou a proporção que tomou comercialmente, destacou o reitor.

“A proposta de incubar um pólo de dentro da Escola Superior de Tecnologia (EST) é uma das primeiras estratégias que irá se ancorar em outras oportunidades que irão nuclear uma estrutura de desenvolvimento de software dentro da UEA”, afirmou Cleinaldo, lembrando a oportunidade de a instituição de ensino ter o ambiente propício para isso, com doutores e outros a serem convidados a oferecer aulas de excelente qualidade para criar um ambiente criativo para o desenvolvimento de software nos próximos anos.