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Ufam impede matrícula de aluna que passou por meio de cota

A aluna de 16 anos aguarda a decisão da Defensoria Pública da União (DPU) nesta quarta-feira (22), que é o último dia para que os alunos aprovados por esse processo sejam matriculados

 Concentração de alunos no auditório Eulálio Chaves, da Ufam, nesta terça-feira (21), penúltimo dia para matrícula tanto para os que foram aprovados pelo Sisu quanto pelo PSC

Concentração de alunos no auditório Eulálio Chaves, da Ufam, nesta terça-feira (21), penúltimo dia para matrícula tanto para os que foram aprovados pelo Sisu quanto pelo PSC (Winnetou Almeida)

Para fazer a matrícula no curso de Direito noturno da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a estudante Samilla de Souza lzaías, 16, aprovada em terceiro lugar no Processo Seletivo Contínuo (PSC), teve que recorrer à Justiça. Um mandado de segurança foi ajuizado junto à Defensoria Pública da União (DPU), nesta terça-feira (21), pedindo autorização para que ela possa efetuar a matrícula pelo sistema de cotas. A Ufam não está autorizando o ingresso sob a justificativa de que não teria direito à vaga por ser oriunda de escola particular. A aluna aguarda a decisão da DPU nesta quarta-feira (22), que é o último dia para que os alunos aprovados por esse processo façam a matrícula.

O caso de Samilla é um dos vários que justificaram o pedido de mandados de segurança visando garantir a matrículas na instituição. Outros casos tratam de alunos que, mesmo sem concluir o Ensino Médio, foram aprovados pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu). A negativa para a matrícula dela pelo sistema de cotas foi dada porque ela é oriunda de uma escola particular, embora a família tenha renda mensal de R$ 700. Na verdade, a jovem, segundo familiares, estuda com bolsa integral no Colégio Dom Bosco, por isso, manteve-se na escola e não pode ser punida por isso. Samilla informou à DPU ter levado os comprovantes da renda familiar e da isenção na escola, mas de nada adiantou, por isso, resolveu pedir providências legais para se matricular.

A reportagem tentou contato com a DPU, mas foi informada de que não havia decisão ainda sobre nenhum dos processos, o que deve acontecer hoje. Há também ações contra a Instituto Federal de Educação e Tecnologia (Ifam). O pró-reitor de Ensino e Graduação (Proeg) da Ufam, Lucídio Rocha Santos, não atendeu as ligações até o fechamento desta edição. A assessoria de imprensa da Ufam informou que ele estava em reunião, mas que havia informado seguir à risca o edital de matrícula e alguns estudantes não conseguiram apresentar todos os comprovantes necessários.

Felicidade

Enquanto a matrícula é problema para alguns, ontem, no Auditório Eulálio Chaves, a estudande Marina Serrão dos Santos, 17, natural de Autazes (a 118 quilômetros de Manaus), fez a matrícula para o curso de Ciências Naturais da Ufam. Aprovada, ela vem estudar em Manaus onde pretende fazer a ponte para cursar no futuro Biologia.

Ex-aluna da Escola Raimundo Sá, do município, ela e outros colegas, segundo revelou, conseguiram aprovação na Ufam pelo PSC. Quem também conseguiu matrícula foi Felipe Alves Maquiné, 18, para Engenharia Mecânica. Ele era aluno da Escola Professora Cecília Ferreira Silva, do João Paulo 2, Zona Norte. “Estou muito feliz e quero agora começar a estudar”, afirmou.