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Venda diária de motos cresce 3,4% no primeiro semestre de 2014 em Manaus

Enquanto no Estado e no Brasil as vendas apresentaram queda, em Manaus a procura pelo veículo disparou, segundo dados divulgados pela Abraciclo

Marcos Fermanian: questão cultural em Manaus explica o consumo de motos

Marcos Fermanian: questão cultural em Manaus explica o consumo de motos (Euzivaldo Queiroz)

Na contramão do Brasil, a capital amazonense está vendendo mais motos este ano. A média diária de vendas de motocicletas cresceu 3,4% na capital no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período do ano anterior. No Estado, entrentanto, elas caíram 3% e na Região Norte e no mercado nacional teve retração de 4,1%. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

De acordo com os dados (baseados no Registro Nacional de Veículos Automotores – Renavam Denatran), foram vendidas em média 61 motocicletas por dia útil em Manaus no primeiro semestre, ante 59 unidades/dia no mesmo período do ano passado. No Amazonas, a média diária caiu de 102 para 99 unidades, pelo mesmo comparativo. Na Região Norte, ainda nesta comparação, caiu de 786 para 754 unidades.

No comparativo entre os primeiros semestres de 2013 e 2014, as vendas totais de motocicletas no varejo, em Manaus, cresceram 2,4%, passando de 7.306 para 7.480 unidades. No Amazonas e na Região Norte houve retração de 3,5% e 4,8%, respectivamente, pelo mesmo comparativo.

Na avaliação do presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o contraste entre o mercado de Manaus e os demais existe principalmente por uma questão cultural. “Até pelo fato da indústria de motocicleta ter nascido aqui, as pessoas possuem o hábito de usar motocicleta. Grande parte da população daqui não só encontra nela um veículo prático e com baixo custo de manutenção, mas também gosta de andar de moto. Isso tudo faz de Manaus um mercado diferenciado”, analisa.

Nos últimos quatro anos, Manaus registrou um crescimento de 60% em sua frota de motocicletas. Também no Amazonas a elevação da frota atingiu 56% em quatro anos, passando de 152.807 para 238.285 motocicletas. Na Região Norte, o crescimento nesse período ficou em 52% – de 1.284.671 para 1.952.352 unidades.

“A cidade de Manaus possui atualmente o índice de 14 habitantes por moto. E no Estado do Amazonas há outros indicadores sobre a crescente utilização da motocicleta para locomoção, transporte e geração de renda. Em Parintins, por exemplo, a relação habitantes/moto atinge 8,5/1, muito próxima da média nacional (9/1) e de países desenvolvidos, como a Itália, onde é de 7/1. Estes indicadores comprovam o desenvolvimento econômico e social da região nesta década e sinalizam a possibilidade de evolução dos negócios nos próximos anos”, avalia Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.