Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Vereadores esvaziam sessões plenárias da CMM antes do período de campanha

Apenas seis de um total de 41 vereadores de Manaus estavam presentes nesta segunda-feira (19) no plenário da CMM no horário de abertura dos trabalhos

O regimento interno da Câmara Municipal de Manaus exige a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Casa Legislativa para o início da sessão plenária

O regimento interno da Câmara Municipal de Manaus exige a presença de, no mínimo, um terço dos membros da Casa Legislativa para o início da sessão plenária (Janaina Andrade)

O período de campanha eleitoral sequer iniciou oficialmente e grande parte dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) já adotaram o ‘recesso branco’. Nesta segunda-feira (19), às 9h, horário de início da sessão, apenas seis vereadores estavam presentes no plenário. Contudo, o placar eletrônico só marcava a presença de cinco parlamentares.

O artigo 120 do regimento interno diz que as sessões ordinárias (destinada às discussões e votações de projetos de lei) só podem começar com um terço dos vereadores. É exigida a presença de 14 dos 41 parlamentares, às 9h, em três dias da semana: segunda, terças e quartas-feiras. O horário é prorrogado por 15 minutos “de tolerância”.

Às 9h, os seis vereadores que cumpriam o que diz o regimento interno da CMM eram: Walfran Torres (PTC), Waldemir José (PT), Therezinha Ruiz (DEM), Professora Jacqueline (PPS), Luis Neto (PSDC) e Professor Samuel (PPS). Os sete parlamentares que chegaram nos 15 minutos de tolerância foram: Mário Frota (PSDB), Plínio Valério (PSDB), Socorro Sampaio (PP), Roberto Sabino (Pros), Sildomar Abtibol (Pros) e Elias Emanuel (PSB). Às 9h15, horário limite para a abertura da sessão, somente 13 vereadores haviam chegado ao plenário.

O presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva (PSDB), justificou a ausência dos parlamentares dizendo que, por conta da chuva que atingiu Manaus ontem pela manhã, houve dificuldade para se chegar à Casa Legislativa. “Não começou o recesso branco. Absolutamente, não. O problema é que estava chovendo”, afirmou Bosco, que chegou à CMM às 9h18, juntamente dos vereadores Wilker Barreto (PHS), Álvaro Campelo (PP), Marcel Alexandre (PMDB).

O corregedor da CMM, vereador Francisco Jornada (PDT), que ontem apareceu às 9h30 no plenário, atribuiu a ausência dos vereadores ao evento realizado na Zona Leste no mesmo horário da sessão, onde o governador José Melo e o prefeito Artur Neto anunciaram um pacote de obras orçado em R$ 100 milhões para a recuperação de corredores viários de 22 bairros das zonas Leste e Norte.

“E eu mantenho uma preocupação muito grande de ver isso. Mas todos tem a sua desculpa e todos estão cobertos pelo regimento interno da Casa. Então fica difícil você questionar com o vereador. E eu até tenho feito algumas reuniões com o presidente (Bosco Saraiva) mostrando a minha preocupação enquanto corregedor, mas ele (Bosco Saraiva) me diz que os vereadores estão protegidos pelo regimento”, alegou.

Lista de candidatos tem 13 nomes

Figuram como pré-candidatos nas próximas eleições 13 vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), sendo um deles para o Senado, outro para deputado federal, e 11 irão concorrer a uma vaga de deputado estadual.

O vereador Marcelo Serafim (PSB) já anunciou que irá concorrer a uma vaga de senador. O presidente da Casa, Bosco Saraiva, que está no quarto mandato como vereador, declarou que irá se candidatar a deputado federal.

E os vereadores Mário Frota (PSDB), Wilker Barreto (PHS), Fabrício Lima (SDD), Álvaro Campelo (PP), Elias Emanuel (PSB), Rosivaldo Cordovil (PTN), Socorro Sampaio (PP), Plínio Valério (PSDB), Carlos Alberto (PRB), Therezinha Ruiz (DEM), Everaldo Farias (PV), Marcel Alexandre (PMDB) querem migrar para a ALE-AM.

Mário Frota recua e retira apoio do pedido de CPI

O pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, de autoria da bancada petista, que contava com dez das 14 assinaturas exigidas pelo regimento interno da Casa, ontem, sofreu uma baixa. O vereador Mário Frota (PSDB) retirou o seu nome do documento alegando ter cometido um erro.

“Eu tinha uma tradição de assinar todo pedido de CPI, mas acontece que cometi um lapso. Antes eu assinava como vereador a todas (CPI), pois não era líder de nenhum partido. Agora eu sou líder do PSDB nesta Casa, e tenho uma alta responsabilidade e deveria ter consultado os meus colegas de partido, como também da bancada”, justificou.

O vereador petista Waldemir José disse, em plenário, que “pior do que não assinar o pedido de instalação de uma CPI, é assinar e depois voltar atrás”. “Por que no meu entendimento isso para a sociedade é um posicionamento que implica numa indecisão que no nosso parlamento não deveria ter, ou até de determinados tipos de pressão que possam ter havido”, avaliou.

Para o também petista, vereador Bibiano, a atitude de Mário Frota é lamentável. “Essa me parece ser uma questão contraditória e até constrangedora a figura de alguém que tem toda liberdade e direito de inferir sob seu mandato da forma com que lhe achar cabível”.

O vice-líder do prefeito, vereador Ednailson Rozenha (PSDB), que na semana passada criticou os colegas de partido, Mário Frota e Plínio Valério, de tentar se autopromoverem, ontem, mudou o discurso. “Vereador Mario Frota, é da grandeza dos grandes homens voltar atrás. Ter senso de renúncia é ser grande”, disse.