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Após aprovação de prorrogação, Zona Franca de Manaus deve enfrentar novos desafios

Representantes da indústria do Estado destacam a importância da implementação de novas matrizes. A PEC da ZFM foi aprovada nesta quarta-feira (19), em Brasília

Votação da PEC da Zona Franca de Manaus é discutida em Brasília

PEC da Zona Franca de Manaus foi aprovada nesta quarta-feira (19), em Brasília (BRUNO KELLY)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga por mais 50 anos dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus, aprovada nesta quarta-feira (19) em primeiro turno, não é essencial apenas para a manutenção e o crescimento do modelo, para os representantes da indústria do Amazonas, o mecanismo servirá para alavancar uma estratégia de desenvolvimento e novos desafios na região.

Na observação do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a prorrogação da ZFM, renova a geração de emprego e o sistema sócio-econômico do Estado.

“Estamos fazendo a nossa lição de casa, mas é importante desenvolver novas matrizes econômicas para sairmos da posição de dependência, ou seja, novos nichos econômicos que nos permitam ter mais segurança, não podemos viver de tempo em tempo implorando para nos tornarmos fortes economicamente”, comentou Périco.

Em defesa do modelo, Marcus Evangelista, presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), destaca a importância da ZFM como elo de sustentação para a economia do Estado. “Caso isso não venha a ocorrer (prorrogação), dificilmente as empresas irão se descolocar para a região em função da falta dos benefícios fiscais”, disse. Evangelista ressalta que a aprovação da Emenda é apenas o primeiro passo e que há uma série de adequações a serem feitas no campo industrial. “Temos gargalos a serem resolvidos como a questão logística e escoamento da produção, precisamos de um terminal de carga mais eficiente, mas isso é apenas um ponto da questão”, destoou.

Na opinião do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), economista Nelson Azevedo, os que não concordam com a prorrogação desse modelo de desenvolvimento desconhecem a real importância da ZFM para uma área do território brasileiro carente de todo tipo de recursos, que se não assistida devidamente continuará sendo alvo constante da cobiça internacional.

Nelson lembra que o Parque Industrial existente no interior da Amazônia Ocidental, que está amparado na Constituição Brasileira, é o projeto de maior densidade econômica e sustentabilidade ambiental já concebido para esta Região, onde mais de 600 indústrias faturaram, em 2013, 83,3 bilhões de reais, gerando cerca de 700 mil empregos diretos e indiretos e 24,3 bilhões de reais em tributos.

O vice-presidente da Fieam ressalta que além da ZFM contribuir com emprego e renda no Amazonas, também é um modelo que beneficia o planeta como um todo, pois possui em sua diretriz de implantação industrial o pré-requisito com o cuidado com o meio ambiente, a fauna e a flora, e à Floresta Amazônica.