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Inexistência de teste rápido impede que Hepatite D seja diagnosticada na Amazônia

Registros do Ministério da Saúde apontam prevalência de casos na região, que se agravam com a falta de teste para que a doença seja diagnosticada com antecedência

Márcia Castilho alerta que vírus da Hepatite B torna a pessoa suscetível ao vírus da Hepatite Delta, por isso é fundamental o diagnóstico e o tratamento

Márcia Castilho alerta que vírus da Hepatite B torna a pessoa suscetível ao vírus da Hepatite Delta, por isso é fundamental o diagnóstico e o tratamento (Luiz Vasconcelos)

Uma das formas mais graves, a Hepatite Delta (D) atinge 30% das pessoas infectadas pelo vírus B e a Amazônia é campeã em número dessas infecções. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), de 1999 a 2011 foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 2.197 mil casos confirmados de Hepatite D no Brasil, a maioria dos quais, 1.679 casos, na região Norte seguida da região Sudeste, com 200 casos.

Segundo a responsável pela gerência de Virologia da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) Márcia Castilho, a hepatite Delta só ocorre por que o indivíduo já possui o vírus da hepatite B. A gerente explica que são vírus diferentes, porém se a pessoa é portadora do vírus da hepatite B é suscetível a infecção pelo vírus Delta, por isso é importante a vacinação, pois quando se previne a hepatite B automaticamente o indivíduo está livre do vírus Delta.

De acordo com Márcia Castilho, o número de infecções pode ser maior já que a falta de um teste rápido especifico para Hepatite D impede que muitos casos sejam diagnosticados com antecendência. Na região amazônica, a Hepatite Delta atinge principalmente os habitantes das calhas dos rio Purus, Juruá e Médio Solimões. “A incidência é maior nesses locais porque também há muitos casos de hepatite B”, disse a pesquisadora.

Genótipo

O professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, Raimundo Paraná, diz que o vírus Delta que circula na Amazônia é um genótipo com caracteristica marcantes do vírus D que circula em outros países, pois ele causa uma doença mais agressiva e que leva a morte.

Márcia Castilho acrescenta, ainda, que alguns trabalho estão sendo feitos para conhecer as características desse vírus. “Até então os tratamentos são voltados para as hepatites B e C, pois hoje tratamos a hepatite B e precisamos entender como esse paciente também infectado pelo vírus D vai reagir ao tratamento”, disse a pesquisadora.

Além disso, outras pesquisas estão sendo realizadas na Fundação de Medicina Tropical buscando quantificar o vírus no organismo do paciente e as suas caracteristicas. “Nós ainda não entendemos muito bem o modo de transmissão desse vírus, mas sabemos que é por contato direto, ou seja, compartilhar escova de dente, alicates, giletes, mas as pesquisas ainda precisam avançar”, explicou a pesquisadora.