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Efeito pós-Copa esvazia segmento de hotelaria em Manaus

Hotéis de Manaus, que experimentaram forte demanda no período da Copa do Mundo da Fifa de 2014, agora vivem uma situação inversa e preocupante

Ocupação média nos hotéis no primeiro semestre foi de 52% das unidades

Copa do Mundo atraiu milhares de turistas para Manaus, o que incrementou o serviço de hospedagem na cidade (Clovis Miranda)

De cada 100 quartos de hotéis em Manaus, 78 estão desocupados. Após passar por um período de euforia e ganhar fôlego durante a realização da Copa do Mundo em Manaus, o segmento de hotelaria da capital amazonense experimenta uma “ressaca” e começa a registrar queda significativa na taxa de ocupação dos empreendimentos.

O índice de Unidades Habitacionais (UHs) ocupadas que, entre os dias 12 e 26 de junho, chegou a 90% (4,5 mil apartamentos com reserva) sofreu uma retração significativa de 68 pontos percentuais. Atualmente a taxa de ocupação é de 22%, com apenas 1,1 mil apartamentos em uso. As informações foram divulgadas ontem pela Associação Brasileira da indústria de Hotéis do Amazonas (Abih-AM).

A movimentação fez crescer o receio de empresários do setor para um período pós-Copa com muitas vagas ociosas. Para equilibrar os negócios no segundo semestre, o segmento pretende cobrar de órgãos municipais e estaduais atenção redobrada ao setor e uma atitude mais agressiva em relação ao turismo de negócios como forma de alavancar o setor.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Bulbol, manter o nível de ocupação nos próximos meses em um nível razoável vai exigir trabalho do setor. “A Copa em Manaus foi excelente, nos rendeu bons negócios, deixamos uma imagem positiva, mas e agora? Precisaremos de apoio de secretarias estaduais e municipais para promover diferentes modalidades de turismo, caso contrário muitos negócios na área terão dificuldade em se sustentar”, avaliou.

Para ele, incentivar a realização de feiras nacionais e internacionais, além de grandes congressos em Manaus, é uma atitude que pode ajudar o setor a se equilibrar a partir de julho. “Temos estrutura para grandes eventos e já provamos que sabemos receber. Não podemos ficar na dependência de eventos pontuais como este ou do movimento gerado por executivos do Polo Industrial de Manaus. Com ajuda, podemos promover este novo nicho”, observou.

Lucros diluídos

Bulbol explicou que a ocupação de quase a totalidade das UHs em Manaus foi passageira e se estendeu do último dia 12, quando os jogos tiveram início, até o dia 26 de junho, data que marcou o fim da participação da capital amazonense no evento esportivo.

Entretanto ele reforçou que neste período esta ocupação só foi verificada nas proximidades de dois jogos – Itália x Inglaterra, no dia 14 de junho e na véspera do jogo de Portugal e Estados Unidos, no dia 22 de junho. “Porém, até o dia 12, o movimento registrado foi muito fraco e nas proximidades dos outros dois jogos (Camarões x Croácia e Suíça x Honduras), o número de hospedagens também foi menor”, detalhou.

O representante explicou que, mesmo com uma taxa de ocupação de 90%, os dias de menor movimento diluíram os resultados e os lucros do setor durante o mundial para aproximadamente 75%, em média. Entretanto, com o fim dos jogos, a ocupação caiu drasticamente passando para 22%.

Pós-Copa

Embora grupos de turistas tenham permanecido em Manaus, para Bulbol, a maior parte deles foi embora de Manaus assim que os jogos terminaram, para acompanhar o evento em outros Estados. “Eles estão se movimentando em função da Copa. Até mesmo o número de reservas que fizemos para hóspedes com destino a Parintins foi inferior. Também sofremos o impacto do turismo executivo, uma vez que o PIM está parado os empresários não demandam hotéis ”, salientou.