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Desembargador João Simões é o relator do novo pedido de intervenção em Coari ao MPE

O Ministério Público do Estado (MPE) lista no documento 13 indícios de irregularidades praticadas pela gestão do prefeito interino Igson Monteiro da Silva com a participação do prefeito afastado Adail Pinheiro, acusado de exploração sexual

Adail Pinheiro permanece no Batalhão da Cavalaria da Polícia Militar do Amazonas

Adail Pinheiro cumpre prisão preventiva desde o dia 8 de fevereiro (Antônio Menezes)

A relatoria do segundo pedido de intervenção no Município de Coari ficou com o desembargador João Simões. O pedido foi feito pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, na segunda-feira. No documento, o Ministério Público do Estado (MPE) lista 13 indícios de irregularidades praticadas pela gestão do prefeito interino Igson Monteiro da Silva com a participação do prefeito afastado Adail Pinheiro (PRP).

Segundo do MPE, a representação se baseou em provas e documentos reunidos em procedimento interno conduzido pelo Gabinete de Assessoramento Jurídico (GAJ). Adail Pinheiro cumpre prisão preventiva desde o dia 8 de fevereiro, no batalhão especial da PM, em Manaus, por conta de um processo movido pelo MPE. O prefeito é acusado de exploração sexual de crianças e adolescentes e foi preso para não atrapalhar as investigações.

Para justificar a intervenção da Justiça na administração da Prefeitura de Coari, Francisco Cruz afirma que há perseguição política com o impedimento de acesso de pessoas vinculadas ao processo que corre contra Adail Pinheiro aos serviços de saúde do município. ´Também estaria ocorrendo invasões de domicílio e ameaças praticadas por agentes públicos municipais ligados ao prefeito afastado e ao atual ocupante do cargo.

O MPE afirma que bens públicos estariam sendo utilizados para realização de obras em prédios particulares de Igson Monteiro. Afirma ainda que o prefeito interino adquiriu diveros imóveis em Coari e Manaus após assumir o cargo em fevereiro. Lista da mesma forma pagamentos indevidos feitos pela prefeitura ao advogado Francisco Balieiro, mesmo o município contando com uma procuradoria jurídica.

Outro ponto levantado pelo MPE para pedir a intervenção em Coari são indícios “sérios de corrupção de testemunha em um procedimento de apuração de abuso de poder econômico em eleição municipal, o que teria ocorrido a adjudicação de contratos de fornecimento a empresas de pessoas que haviam formulado denúncias no Ministério Público Federal contra o então candidato Adail Pinheiro”.

O MPE aponta a manipulação de procedimentos licitatórios na Secretaria Municipal de Educação, de Coari, visando beneficiar empresas ligadas diretamente ao prefeito afastado. Diz também que Adail Pinheiro, mesmo afastado e encarcerado estaria interferindo na administração do município. Cita indícios da celebração de contratos para construção de imóveis em bairros e conjuntos habitacionais inexistentes. E afirma que houve pagamentos por serviços não realizados de transporte fluvial escolar.