Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Preso há 207 dias, Adail Pinheiro dispensa banho de sol no CPE em Manaus

Em carta ao comandante do Centro de Policiamento Especializado (CPE), o prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro, abriu mão do direito de sair da cela para tomar sol

Adail Pinheiro permanece no Batalhão da Cavalaria da Polícia Militar do Amazonas

Adail Pinheiro (de boné e camisa azul) está preso no Comando de Policiamento Especializado da PM, no Dom Pedro, desde fevereiro desse ano (Antônio Menezes)

Preso há 207 dias no Centro de Policiamento Especializado (CPE), o prefeito afastado de Coari, Adail Amaral Pinheiro (PRP), abriu mão do banho de sol. A informação foi dada ontem pelo coronel da Polícia Militar (PM) Fabiano Bó, responsável pelo quartel onde o político cumpre prisão preventiva desde fevereiro.

O prefeito está preso por duas sentenças em dois processos em que é acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Os crimes teriam sido cometidos, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), em períodos diferentes e contra vítimas também diferentes, com idade entre 9 a 14 anos.

Segundo Fabiano Bó, Adail abriu mão do direito em carta, encaminhada a ele ainda em fevereiro. “O comportamento dele é tranquilo, inclusive ele está abrindo mão de alguns direitos, entre eles, o banho de sol. Ele me entregou um documento, de maneira formal, abrindo mão deste direito. Raramente ele sai da cela prisional, e quando sai é para conversar com os advogados”, contou o comandante.

Segundo Fabiano Bó, Adail recebe visitas dos advogados e de familiares. “Ele recebe visita de vários familiares, incluindo a esposa e o filho. Durante a semana, geralmente ele recebe a visita de advogados, um ou outro vai lá. E no final de semana, é a vez dos familiares. Eu estava há oito dias viajando em missão pelo interior, em Lábrea, mas, que eu saiba, ele (Adail Pinheiro) está bem. Não me chegou nenhuma informação até agora de que ele esteja com algum problema”, declarou.

A pedido do MPE-AM, a primeira prisão preventiva contra o prefeito foi decretada no dia 8 de fevereiro. O MPE acusa Adail de explorar sexualmente crianças e adolescentes no município de Coari. Segundo o MPE, os casos apresentados no novo processo (acusação protocolizada em janeiro deste ano) traz denúncias recentes contra o político, que responde a outras ações judiciais antigas ainda não julgadas no TJ-AM.

A segunda prisão preventiva que mantém o prefeito Adail na cadeia é referente a um processo originado em 2009, logo após a operação Vorax da Polícia Federal, em que ele foi preso e depois liberado por uma liminar (decisão rápida e provisória) do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em dezembro de 2009. O caso só teve o mérito julgado quatro anos depois, em fevereiro deste ano no STF, que revogou a liminar de soltura e enviou o caso para o TJ-AM. Aqui, o desembargador Rafael Romano “redecretou” a prisão do prefeito, em 14 de fevereiro.

Além do prefeito, outros cinco envolvidos na suposta organização criminosa permanecem presos no município de Coari, acusados de aliciamento de menores.

Tribunal adia definição de pena

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) adiou, nesta terça-feira (2), pela sexta vez, a definição do tamanho da pena a ser aplicada no processo em que Adail Pinheiro foi condenado por descumprir ordens judiciais para pagar aposentadoria de um servidor da prefeitura de Coari.

Desta vez, a decisão foi adiada devido à ausência do relator do processo, desembargador Rafael Romano, que está de férias e só retorna no dia 8 de setembro.

O voto de Rafael Romano sugere pena de dois anos e um mês, decisão esta que já foi questionada pelo desembargador, Domingos Chalub, que defende uma pena menor, de apenas um ano e dois meses.

Outro desembargador que também já pediu vista do processo para avaliar a decisão do relator foi o juiz Mauro Bessa, que deverá apresentar seu voto na próxima sessão do tribunal Pleno.

O relator, em seu voto, afirma que “o acusado (Adail Pinheiro) por mero capricho e desprezo, descumpriu ordens judiciais” do Tribunal. A decisão de Adail, segundo voto do desembargador Rafael Romano, em suspender a aposentadoria do servidor da prefeitura de Coari teve origem política, “uma vez que o servidor aposentado era vereador pelo Partido Verde, pertencente à bancada de oposição ao prefeito.