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Saiba como obter sucesso nos negócios mantendo a amizade entre os sócios

Conheça a história de várias sociedades de sucesso e descubra quais as características que não podem faltar em uma boa parceria

Amizade Porfífio Saldanha e Mauri Guerreiro são sócios há quase 30 anos

Jorge Santoro e Alexandre Loureiro comemoram o sucesso do Fast Temaki (Márcio Silva)

Tão difícil quanto encontrar a “cara metade” é encontrar um bom sócio. Isso porque dividir uma empresa e fazer dela um sucesso precisa de tanto compromisso e cumplicidade quanto um casamento. DINHEIRO conversou com alguns parceiros profissionais de Manaus que dividiram suas experiências e atitudes que ajudaram (e continuam ajudando) a construir uma sociedade feliz até que a aposentadoria os separem.

Amigos e sócios

Cumplicidade, sinergia e confiança absoluta são requisitos fundamentais para o sucesso da sociedade. Quem dá a receita são os empresários Mauri Guerreiro e Porfírio Saldanha – que há quase 30 anos são sócios na Construtora Engeco. A parceria entre os dois começou bem antes da constituição da empresa. Amigos desde a adolescência, foram colegas no mesmo curso de Engenharia Civil, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), nos anos 80, e tinham em comum o espírito empreendedor. Ao final do curso, a decisão de se aventurar juntos em um novo negócio foi natural.

“Antes de tudo, os sócios têm que ser amigos. Qualquer sociedade em que os sócios não têm um nível de relacionamento forte não pode ter sucesso”, afirma Saldanha. Para ele, uma sociedade de sucesso não é muito diferente de um casamento, onde os dois compartilham de ideais comuns e acreditam na capacidade de trabalho um do outro. “É importante que os sócios tenham em mente que seus interesses particulares e caprichos ficam em segundo plano; que o mais importante é a empresa, o bem comum”, diz.

Sócias e amigas

Bruna Iannuzzi e Suzanna Batista ainda eram apenas conhecidas quando decidiram virar sócias, em 2011. A especialidade em marketing da primeira parecia um bom complemento para os conhecimentos administrativos da segunda e ambas uniram-se em uma parceria que foi além dos negócios. As duas eram sócias em uma empresa do ramo alimentício e agora vão abrir um novo negócio, o Brisôzin – Gastronomia Regional, que deve inaugurar na primeira quinzena de novembro deste ano, no Parque das Laranjeiras.

“Quando a sociedade dá certo é um tesão! Acabamos nos tornando grandes amigas e o melhor é que conseguimos separar muito bem a parte profissional da pessoal. Durante nossa experiência, nunca tivemos atritos, porque a Suzanna cuida de toda a parte contábil e financeira e eu no marketing, criação e inovação. Como temos funções muito específicas, não temos conflitos, porque não nos metemos na função da outra e nos respeitamos muito”, conta Bruna.

União perfeita

Alexandre Loureiro e Jorge Santoro, donos da Fast Temaki e do restaurante Sun Fusion Food,se conheceram na faculdade em 2002. O primeiro cursava administração e o segundo engenharia. Após concluírem os cursos, eles continuaram mantendo contato até que, em 2008, decidiram abrir um negócio juntos e assim abriram a primeira temakeria da Região Norte.

“Foi uma união perfeita, porque eu sou muito persuasivo e sei cuidar da área comercial, porém, sou muito desorganizado. O Jorge já é muito organizado e muito bom com a parte financeira de contabilidade. Então aconteceu uma divisão natural das tarefas e quase nunca temos conflitos. Temos os mesmo objetivos, muita paciência e sabemos dividir as cargas”, afirma Loureiro.

Como saber que o seu sócio é a pessoa certa?

Não existe uma fórmula certa para saber quem é o sócio perfeito, mas existem algumas ferramentas que podem auxiliar nesse processo. De acordo com o diretor da Targo Consultoria, Carlos Oshiro, respeito e confiança são fundamentais, mas é preciso também existir uma sintonia entre as habilidades de cada um.

“Existem ferramentas comportamentais, como as da Success tools, que analisam e geram laudos mostrando quem tem mais facilidade para cada área e como cada um se comporta em determinadas situações. Isso pode facilitar a detectar parcerias boas e ruins”, orienta.

Além dos itens já citados, o empresário também recomenda que os sócios tenham regras claras , como o que pode e o que não pode ser feito e quanto tempo cada um vai dedicar ao negócio.

“Isso pode evitar futuras dores de cabeça que acabam gerando atritos na parceria”.

Casados e sóciosCasado há 15 anos com Gisele Oshiro e sócio dela há cinco, Oshiro afirmou que quebrou seus próprios conceitos ao conseguir uma parceria bem sucedida com a esposa. “No passado, a gente não imaginava que isso pudesse acontecer por medo de criar algum atrito, mas acabou dando certo e ajudando até nosso relacionamento como casal. Depois que ela entrou na empresa, ela cresceu mais e com maior solidez. Também temos mais paciência em casa e no trabalho por saber dos problemas que cada um enfrenta. Só precisamos nos policiar para não levar o trabalho pra casa”, brinca.