Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Cinco suspeitos de envolvimento na morte do delegado Oscar Cardoso são denunciados ao MPE

Além do traficante João Branco, que está foragido, outros quatro suspeitos, todos presos, foram citados na denúncia do Ministério Público Estadual

No sentido horário, os presos Messias Sodré, Marcos Pará, Mário Tabatinga e Diego Bruno, além de João Branco (no centro)

No sentido horário, os presos Messias Sodré, Marcos Pará, Mário Tabatinga e Diego Bruno, além de João Branco (no centro) (Reprodução)

O traficante de drogas João Pinto Carioca, o “João Branco”, Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes e o empresário do ramo de veículos Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, foram denunciados criminalmente como autores do homicídio do delegado de Polícia Civil Oscar Cardoso Filho, 61, ocorrido no dia 9 de março.

A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ednaldo Medeiros, que atribuiu três qualificadores ao crime de homicídio, sendo por motivo fútil, motivado por vingança e promessa de recompensa, dificuldade de defesa da vítima e motivo cruel, além de associação para o crime. Dos denunciados, apenas João Branco está foragido da Justiça.

Conforme a denúncia, o crime foi motivado pelo torpe sentimento de vingança, visto que João Branco, que foi denunciado como executor e mandante do crime, entendia que um grupo de policiais presos na operação Tribuna de Rua, em outubro, teria sequestrado, extorquido e estuprado a mulher dele, Sheila Faustino Peres, fato ocorrido no mês de setembro.

De acordo com o processo, testemunhas afirmaram, em depoimento, que o delegado, no monento do crime, suplicava por misericórdia pela vida do neto de um ano e seis meses, que estava no colo dele. Nesse momento, um dos criminosos arrancou a criança do braço da vítima e a jogou para a frente de uma oficina. Consta ainda que João Branco, Marcos Pará e Messias fizeram a vítima ficar de joelhos antes de atirar. Quando o delegado já estava no chão, um dos criminosos aproximou-se dele, dizendo: “Eu não avisei? Eu não te falei?”, e disparou dois tiros no rosto da vítima. Para o promotor, essa foi uma demonstração de que os criminosos agiram de maneira cruel, aumentando o sofrimento da vítima.

As investigações revelaram ainda que, um dia antes do crime, João Branco e Mário Tabatinga tiveram um encontro, regado a uísque, na área do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde o traficante cumpria pena. No momento, o plano para matar o delegado foi exposto e acertado que Messias, Diego e Marcos Pará pegariam, em um sítio na área do Tarumã, o Siena branco fornecido por Mário Tabatinga para ser usado no crime.