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Vereadores de Manaus querem se eleger deputados federais sem nunca terem passado pela ALE

Cinco vereadores da Câmara Municipal de Manaus, três de primeiro mandato, querem repetir feito de colegas que ascenderam para um mandato na Câmara Federal sem nunca terem passado pelo plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas

Cinco vereadores da Câmara Municipal de Manaus, três de primeiro mandato, querem repetir feito de poucos

Cinco vereadores da Câmara Municipal de Manaus, três de primeiro mandato, querem repetir feito de poucos (Tiago Rocha)

Mal esquentaram a cadeira na Câmara Municipal de Manaus (CMM), cinco vereadores disputam esse ano uma vaga de deputado federal. Os parlamentares valem-se do histórico que o parlamento municipal tem de ter membros eleitos para o Congresso Nacional sem que eles tivessem passado pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM).

Querem uma das oito cadeiras do Amazonas em Brasília: Alonso Oliveira (PTC), Felipe Souza (PTN), Vilma Queiros (Pros), Walfran Torres (PTC) e Wilker Barreto (PHS). Dos cinco, três são vereadores de primeiro mandato: Alonso Oliveira, Felipe Sousa e Walfran Torres. Vilma Queiroz e Wilker Barreto estão no segundo mandato.

No atual sistema eleitoral proporcional, o voto em um deputado representa uma dupla escolha. Além do deputado, o eleitor também está votando na coligação e no partido. Caso o candidato esteja entre os menos votados da coligação, os votos que ele recebeu serão contabilizados entre os que possuem mais chances para fazer o quociente eleitoral, o popular “fazer um”. Um candidato bem votado também pode “puxar” outros menos votados por esse sistema.

Os cinco parlamentares estão no “chapão” da coligação do candidato à reeleição no governo, José Melo (Pros), “Fazendo Mais por Nossa Gente”. A coligação espera reeleger Átila Lins, Carlos Souza e Silas Câmara, todos do PSD, e Pauderney Avelino (DEM).

Alonso Oliveira afirma que sua candidatura foi uma decisão do PTC. “Ao incorporarmos essas candidaturas, nós, os cinco vereadores, certamente fortaleceremos a candidatura do majoritário e ao mesmo tempo teremos condições de eleger o quinto deputado entre um de nós”, pontua. O vereador, porém, admite que os votos dos vereadores podem eleger alguém de fora da CMM.

Wilker Barreto afirma que a conjuntura política permite que ele seja eleito. “Me sinto preparado, pela minha formação e experiência como líder de dois prefeitos na Câmara Municipal”, frisa. O vereador afirma que o projeto não é para eleger outro candidato. “Se não, eu nem sairia candidato e ia pedir voto”, afirma.

“Ninguém está brincando de fazer campanha”, defende Walfran Torres. Para ele, todos os cinco vereadores têm chances reais de se eleger. “E estamos trabalhando para isso. O histórico da Casa nos favorece”, afirma. Questionado se o sistema atual é injusto com o eleitor, que muitas vezes não sabe que seu voto pode estar servindo de instrumento para eleger outros candidatos, Walfran Torres disse que essas são as regras do jogo. “Se isso não fere a lei, não é errado. Mas, é um modelo que precisa ser revisto. Precisa também o poder público dar um maior grau de conhecimento para o eleitor”, acrescentou.

Já Vilma Queiroz acredita que o sistema é democrático porque permite que pessoas bem intencionadas, mesmo com poucos votos, se elejam. “No passado, pensei que isso era injusto. Mas, se fosse estar no poder só os que têm mais votos, os bem intencionados, com boas ideias, nunca chegariam lá. Eu sou resultado disso. A democracia dá condições para que todos sejam eleitos”, observa. Em relação ao financiamento das campanhas, Vilma acredita que a competição entre os candidatos é injusta. “Quem tem mais condições voa que nem um jato. Para as outras, o combustível é o tênis”.

Câmara Municipal tem histórico

A Câmara Municipal de Manaus registra alguns casos de ascensão direta ao Congresso Nacional. Entre os que saíram da Casa direto para a Câmara dos Deputados estão: Francisco Praciano (PT), Vanessa Graziotin (PCdoB), Carlos Souza (PSD), Sabino Castelo Branco (PTB) e Henrique Oliveira (SDD). Na lista dos ex-vereadores que foram eleitos para o Senado da República estão Evandro Carreira, Fábio Lucena (já falecido) e Jefferson Péres (também falecido).

Em 2010, o quociente eleitoral para uma coligação ou um partido que caminhou sozinho eleger um candidato foi de 191 mil votos. Isso significa que, a cada 191 mil votos, o partido ou coligação garantiu uma cadeira na Câmara. Pela regra, as vagas são distribuídas entre os mais votados, ainda que algum não alcance o quociente. O cálculo para eleger vereadores também é feito dessa forma. Esse ano, o quociente está fixado em 100 mil votos.