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Candidatos majoritários do Amazonas expõem contradições nas eleições de 2014

No pleito deste ano, os candidatos reúnem no mesmo palanque desafetos, opositores e adversários históricos na política do Amazonas

Adversários na campanha eleitoral de 2010, o senador Alfredo Nascimento e o ex-governador Omar Aziz marcharão juntos

Adversários na campanha eleitoral de 2010, o senador Alfredo Nascimento e o ex-governador Omar Aziz marcharão juntos (Divulgação/Assessoria)

As recentes alianças firmadas pelos dois principais candidatos ao Governo do Amazonas, o governador José Melo (Pros) e o senador Eduardo Braga (PMDB), colocam na mesma trincheira ex-aliados, adversários históricos e opositores ferrenhos num festival de contradições. Presentes em eleições passadas, esses arranjos eleitoreiros se multiplicaram no pleito deste ano.

Um dos personagens desse enredo, o senador Alfredo Nascimento (PR) patrocinou um evento público ontem para anunciar à imprensa a sua adesão à candidatura de Melo, que tem como candidato ao Senado o ex-governador Omar Aziz (PSD). Há quatro anos, Alfredo e Omar trocaram ataques na disputa pelo Governo.

Ungido pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff, ambos do PT, Alfredo, que atuou nas gestões de ambos como ministro dos Transportes desembarcou em Manaus em 2010 como favorito. Em sua campanha contou com declaração de apoio de Dilma e Lula no horário de propaganda na TV. Para minar a candidatura de Omar lançou mão de acusações de cunho pessoal. Perdeu a eleição no primeiro turno. E fez um desafeto no Governo do Estado.

Na campanha deste ano, Nascimento, que mantém a presidência nacional do PR, mas não conta mais com as benesses de quem comanda um ministério, sequer cogitou a hipótese de defender o mandato que se encerra no dia 31 de dezembro. Para tentar voltar a Brasília, em 2015, por meio de uma vaga na Câmara, o ex-ministro vai coligar-se com o Pros de Melo e, por tabela, ser um dos puxadores de voto de Omar para o Senado.

Na seara de Braga, os arranjos contraditórios têm na deputada federal Rebecca Garcia (PP) uma das protagonistas. Ambos também saíram de um pleito como desafetos. No processo eleitoral de 2012, a parlamentar figurou como pré-candidata à prefeita de Manaus até a madrugada do dia da convenção, 30 de junho. Desistiu da candidatura depois de um encontro com o senador Eduardo Braga, no qual teria sido alertada sobre os riscos de propaganda negativa contra ela.


Na ocasião, ao justificar a sua desistência Rebecca disse que foi vítima de fogo amigo. “Eu estava preparada para qualquer tipo de ataque que viesse de um adversário político. Agora, difícil é você, preparada para caminhar, para avançar num objetivo que não era só meu, você perceber que existe um movimento dentro do seu próprio grupo querendo prejudicar”, afirmou.

Escola de Mestrinho prevalece

O deputado federal Francisco Praciano (PT), que sempre adotou discurso contra a escola política criada por Gilberto Mestrinho, que se reveza no poder há três décadas, na quarta-feira confirmou que vai ser o candidato a senador na chapa encabeçada por Eduardo Braga, um dos alunos dessa escola. Na ocasião, Praciano disse que Braga é “realizador, é dinâmico, inteligente, e, principalmente, é amigo do governo Lula, do governo Dilma”. O deputado afirmou que Braga é competente e que é o melhor caminho para o desenvolvimento do Amazonas.

Em entrevista para A CRÍTICA publicada em 2007, ao comentar os acordos que definiram espaços do PT dentro do governo Braga, Francisco Praciano criticou o “enfraquecimento da esquerda”. “De repente estão todos muito mais do que aliados. São colaboradores de uma escola antiga que sempre combatemos”, disse à época. Em outras ocasiões, Praciano, um dos maiores campeões de votos do PT, enfrentou o próprio partido para defender aquilo que dizia acreditar.

Vice-prefeito de Manaus, que figurava como pré-candidato a governador, anunciou apoio à chapa de Braga

Com o discurso de que representava a renovação política no Amazonas, o vice-prefeito Hissa Abrahão (PPS) lançou a pré-candidatura dele ao Governo assim que assumiu o mandato na Prefeitura de Manaus em janeiro de 2013. Ontem, Hissa, agora pré-candidato a deputado federal, confirmou o apoio à campanha do senador Eduardo Braga (PMDB).

Nas entrevistas que concedia à imprensa e nas inserções do PPS na TV, a mais recente veiculada na noite de quinta-feira, o vice-prefeito levantou a necessidade de haver mudança nos quadros políticos locais. Dizia que travava uma luta para mudar a política amazonense e assim combater os “faraós”. Após desistir da disputa, publicou, essa semana, em seu perfil no Facebook, que o PPS precisava ganhar mais musculatura, justificando a sua desistência à disputa majoritária.

“Sei o quanto a decisão de esperar pode ser difícil, mas precisamos, neste momento, ganhar musculatura e calejar ainda mais nossas mãos, para, no futuro próximo, implementarmos nosso projeto de renovação para o Amazonas. Somos o novo e o novo, como cantou Belchior, inevitavelmente, sempre vem”, alegou Hissa, que em maio deste ano, também em seu perfil do Facebook, disse que “A política no Estado está estagnada. Virou arcaica e precisa de sangue novo para seguir em frente”.

Ontem, no evento de apoio a Braga, Hissa fez críticas a Artur Neto: “Eu ajudei ele a ganhar a eleição, a melhorar Manaus, e o que eu recebi? Precisava uma demissão pública? Precisava me desqualificar de dezembro até ontem? Precisava me excluir, demitir pessoas do PPS que ganhavam R$ 800?”.