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MPF pede informações à órgãos aeronáuticos sobre acidente aéreo com politico Eduardo Campos

Campos e mais seis pessoas morreram durante acidente aéreo no último dia 13. Ministério Público Federal solicitou informações ao Cenipa, Anac, FAB e Secretaria de Aviação da Presidência da República

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) pediu às autoridades aeronáuticas que forneçam para procuradores da República informações sobre a queda do jato onde viajava o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e comitiva dele. Campos e mais seis pessoas morreram durante acidente aéreo no último dia 13.

A solicitação foi enviada nesta terça-feira (19) ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), à Força Aérea Brasileira (FAB), à Secretaria de Aviação da Presidência da República e ao comando da Base Aérea de Santos - órgãos de controle e investigação responsáveis por apurar o acidente aéreo.

A Aeronáutica confirmou já ter recebido o pedido e garantiu que as informações serão fornecidas. Os dados vão ajudar os procuradores da República a acompanhar os esforços para esclarecer o acidente. No mesmo dia em que o jato caiu, o MPF instaurou procedimento administrativo para garantir que os trabalhos desses órgãos de controle e investigação sejam devidamente conduzidos.

Segundo o MPF, esse procedimento é necessário para que os fatores que contribuíram para a queda da aeronave e a morte dos sete passageiros que estavam a bordo sejam esclarecidos. O inquérito instaurado pela Polícia Federal também está sob a responsabilidade do procurador Thiago Lacerda Nobre.

Os pedidos foram assinados pelo coordenador do Grupo de Trabalho de Transportes da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (consumidor e ordem econômica), Thiago Lacerda Nobre, da Procuradoria da República em Santos.

Foram solicitados laudos e relatórios sobre o acidente (mesmo que parciais), a transcrição dos últimos áudios gravados pela caixa-preta do jato (e que a Aeronáutica já informou não se tratar do último voo da aeronave); informações sobre a existência de área reservada para veículo aéreo não tripulado (Vant) próximo ao local do acidente e sobre eventuais relatos de situações desfavoráveis no local por parte de analistas técnicos ou pilotos que utilizaram a Base Aérea do Guarujá, onde o jato deveria ter pousado.

A procuradoria também quer que a Anac esclareça a quem pertencia o avião; se a aeronave apresentava alguma irregularidade ou pendência; dados sobre a homologação e vistorias da base aérea, bem como informações sobre eventuais restrições de uso do local. O MPF também quer que a Aeronáutica informe quando prevê concluir a análise de todo o material relacionado ao acidente e informações sobre o programa de investimentos no aeródromo.