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Mais de 25 mil homens farão a segurança na final da Copa do Mundo no RJ, diz secretário

Secretário Estadual de Segurança Pública do RJ, José Mariano Beltrame, classificou operação deste domingo (13) como a maior já feita no Brasil

Operação de segurança para a final da Copa deve ser a maior da história do país

Operação de segurança para a final da Copa deve ser a maior da história do país (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Mais de 25 mil agentes participarão do esquema de segurança da final da Copa do Mundo na cidade do Rio de Janeiro. A partida será disputada, no Maracanã, entre Alemanha e Argentina neste domingo (13). A operação começará às 23 horas deste sábado (12). O esquema será o maior já adotado em um evento na cidade do Rio, de acordo com o secretário Estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

O secretário classificou a operação como a maior já feita no Brasil, superando inclusive a Rio+20, em 2012, e o encerramento da Jornada Mundial da Juventude, em 2013, que reuniu milhões de pessoas e dois chefes de Estado sul-americanos Cristina Kirchner, presidenta da Argentina, e Evo Morales, da Bolívia, além do papa Francisco.

"A diferença é a natureza do evento. Temos um evento totalmente religioso e outro esportivo, que também atrai um número muito grande de pessoas. A natureza é totalmente diferente", comparou o secretário de segurança.

Cerca de 10 mil homens são da Polícia Militar e 9,3 mil militares, além de bombeiros, policiais federais, policiais rodoviários federais, guardas municipais, agentes da CET-Rio e da Força Nacional. Dentro dos estádios, a segurança privada da Federação Internacional de Futebol (Fifa) deve ter 1,6 mil stewards, e será reforçada também por policiais militares.

O reforço na segurança não será somente no entorno do Maracanã, mas também no Palácio Guanabara, onde uma cerimônia irá reunir os chefes de Estado que vão assistir ao jogo, entre eles a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A Ilha do Fundão, a Fifa Fan Fest, o Sambódromo e até a cidade de Búzios, destino tradicional de argentinos no estado, também terão policiamento mais intenso. Na costa do estado, 25 embarcações da Marinha integrarão a operação.

De acordo com Beltrame, o planejamento prevê um cerco maior ao estádio duas horas antes da cerimônia de encerramento, que começa às 14h. "A preocupação é com o número de pessoas sem ingresso, com ingresso falso e de outros jogos que chegam cedo para procurar alguma vulnerabilidade", disse o secretário.

O secretário concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (11) ao lado da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki; do secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues; do gerente-geral de segurança do Comitê Organizador Local, Hilário Medeiros; do chefe de Estado Maior do Centro de Defesa de Área, almirante Paulo Zuccaro, e de outras autoridades da área de segurança.