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Academia Amazonense de Letras promove debate sobre a obra de Márcio Souza

As próximas quatro edições do projeto ‘Sábado na Academia’ irão reunir acadêmicos, estudiosos e leitores para discutir o trabalho de um dos mais  importantes escritores amazonenses

Márcio Souza é autor de obras nos campos de ficção, ensaio e dramaturgia

Márcio Souza é autor de obras nos campos de ficção, ensaio e dramaturgia (Arquivo A CRÍTICA)

Um dos escritores amazonenses de maior projeção nacional e internacional, Márcio Souza será o foco de um ciclo de debates que a Academia Amazonense de Letras (AAL) realiza a partir deste sábado (17), como parte do projeto “Sábado na Academia”, que segue até o dia 7 de junho, sempre às 10h. A proposta é reunir acadêmicos, estudiosos e leitores para discutir a vasta obra literária e teatral do autor e, ao mesmo tempo, apresentá-la às novas gerações.

Os encontros serão abertos ao público e têm entrada franca. Certificados de participação, com direito a horas complementares, também podem ser obtidos mediante pagamento de uma taxa de R$ 10. O tema do debate de hoje, conduzido pelo Prof. Esp. José Almerindo Alencar da Rosa, é “A sinuosa escrita divina por rios, ruas e becos”.

Souza lançou seu primeiro livro aos 18 anos (“O mostrador de sombras”, sobre cinema), mas foi somente com o sucesso de “Galvez, o imperador do Acre” (1976) que ele abraçou a literatura como profissão. De lá para cá, a versatilidade com que transita entre as linguagens do romance, teatro e ensaio, fez com que a sua obra fosse objeto de interesse dentro das universidades, servindo de tema de teses e dissertações.

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O ciclo de debates proposta pela AAL parte da coletânea “O mostrador da derrota – Estudos sobre o teatro e ficção de Márcio Souza” (2013), organizada pelos professores doutores Allison Leão e Marcos Frederico Krüger.

“Como todo artista, sou curioso para ver minha obra a partir de outra perspectiva, seja do crítico, do pesquisador ou do leitor. Gosto de ouvir as interpretações, dialogar e até esclarecer certos aspectos que passaram despercebidos enquanto eu estava criando a obra”, destaca o autor.

Segundo ele, a iniciativa da Academia de Letras – da qual é ele é membro há dez anos – tem a maior programação já dedicada a discutir a sua produção. Antes disso, há dois anos, ele havia participado do Festival Europalia, na França, que teve dois dias de debates com a presença do escritor amazonense.

“É uma honra receber essa homenagem e ter minha obra valorizada por estudiosos daqui, contrariando o ditado de que ninguém é profeta na sua própria terra”, diz.

Segundo Souza, a geração dele teve o papel de provar que no Brasil é possível se sustentar profissionalmente como escritor, seguindo os caminhos abertos por Jorge Amado, Drummond e Érico Veríssimo. “Mas de 1969 para cá o Brasil mudou muito, embora muitos problemas da Amazônia ainda permaneçam. Minhas preocupações políticas continuam basicamente as mesmas, que é lutar por melhores condições de vida , mas como artista e escritor meus projetos são bem menos ambiciosos”, avalia.

O que vem por aí

Márcio Souza tem mais de 20 livros publicados em 40 países, dentre eles Itália, Dinamarca, Japão, Grécia e Estados Unidos. Atualmente, o seu “Teatro Indígena do Amazonas”, que reúne peças como “A paixão de Ajuricaba” e “A maravilhosa estória do Sapo Tarô-Bequê”, está sendo traduzido para o francês. A editora dele na Alemanha também fará novas traduções e relançamentos de suas obras, que também poderão ser encontradas no formato de e-book.

Recentemente, ele concluiu a tetralogia “Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro” pela Record, sua principal editora no Brasil, que nos próximos dois anos pretende publicar a ficção completa do autor amazonense.

Já a Callis, de São Paulo, tem planos de publicar em breve as peças “Eretz Amazônia”, “O fiscal federal” (em cartaz no teatrinho do Sesc) e “Teatro Indígena do Amazonas” – em dois volumes e com direito a textos inéditos. No próximo ano, a Record lança “Amazônia indígena”, ensaio teórico sobre a História da região sob o ponto de vista dos índios.

Agora, ele se dedica a escrever uma novela infantojuvenil sobre um repórter policial que só se interessa por investigar casos insólitos, como a de uma moça supostamente seduzida e morta pelo boto.

Além disso, Souza trabalha em um novo romance, ainda sem título definido, sobre a participação de quatro jovens amazonenses na Segunda Guerra Mundial.

Confira a programação de debates:

17 de maio

“A sinuosa escrita divina por rios, ruas e becos” - Prof. Esp. José Almerindo Alencar da Rosa

24 de maio

“As antilições do riso: O brasileiro voador” - Prof. Dr. Allison Leão

“Galvez, Imperador do Acre: uma leitura” - Profª Drª Neide Gondim

31 de maio

“Operação: Silêncio” - Profª Ma. Nicia Zucolo

“Entre as margens da teoria e a correnteza da fantasia: um estudo sobre O Fim do Terceiro Mundo” - Profª Ma. Vânia Pimentel

7 de junho

“Deuses, heróis, bufões: uma dramaturgia Amazônica” - Prof. Msc. e Acadêmico Zemaria Pinto

“Um mito teatralizado: A paixão de Ajuricaba” - Prof. Dr. Marcos Frederico Krüger

Serviço

O que é: Ciclo de debate sobre a obra de Márcio Souza

Onde: Academia Amazonense de Letras, rua Ramos Ferreira, 1.009, Centro, esquina com rua Tapajós

Quando: Dias 17, 24, 31 de maio e 7 de junho, às 10h

Quanto: Entrada franca

Mais informações: (92) 3342-5381