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Agressão contra a mulher e a homofobia são discutidos pelo cinema amazonense

Os dois novos longas do manauara Tony Lee, “Pamela” e “Homofobia”, serão exibidos nesta segunda, dia 19, no Cine Teatro Guarany, e não temem a polêmica

‘Homofobia’ traz cenas intensas de nudez e sexo

‘Homofobia’ traz cenas intensas de nudez e sexo (Divulgação)

A luta de um garoto homossexual assombrado pelo abandono e prostituição e de uma mulher algemada aos algozes da violência doméstica são temas de dois longas-metragens, cuja avant-première acontecerá nesta segunda, dia 19, às 19h, no Cine Teatro Guarany (rua Jonathas Pedrosa, 17, Centro). Intituladas respectivamente de “Homofobia” e “Pamela”, as produções – ambas baseadas em fatos reais – levam a assinatura de duas produtoras de cinema independente e alternativo em parceria: a Star Filmes e Tony Filmes. As exibições serão gratuitas.

Dirigidos pelo cineasta Tony Lee e produzidos por Dan Leal, os longas foram executados entre os anos de 2012 e 2013. “Homofobia” – filmado com tecnologia Full HD – baseia-se em um conto homônimo do ator Paco Júnior, e fala de forma intensa sobre a violência que se expande contra os homossexuais, uma vez que, na trama, as agressões morais iniciam dentro da casa do personagem principal, chamado Antônio dos Santos. “O filme é inspirado em relatos de entrevistas conclusivas de homossexuais que já sofreram violência por serem gays. É um trabalho audiovisual que deve ser discutidos em universidades e instituições por atribuir relatos fortes”, elucida Lee.

Já “Pamela” é reconhecido pelo diretor como um filme completamente diferente de “Homofobia”, mostrando um trabalho experimental sobre um ensaio textual. O roteiro, segundo Lee, foi escrito pelo produtor Dan Leal e pela atriz Dina Silva, que vive a protagonista da história, e foi inspirado na vasta trajetória de Maria da Penha. “Dina assistiu no jornal a uma notícia sobre uma moça que havia sido agredida pelo próprio marido, e que por conta disso precisou ficar em cadeira de rodas. Após descobrir que o marido se tratava de um psicopata, a moça começou uma jornada, andando em instituições e organizações que repudiavam os maus tratos contra a mulher”, relembra o diretor.

Improviso

O conceito experimental está nos diálogos dos atores de “Pamela” sobre o texto, cujas tomadas e cenas foram todas improvisadas. A locação de “Pamela” está centrada no bairro Aleixo. Já “Homofobia” foi gravado no Centro da cidade e levou nove meses na captação de imagens, de acordo com Lee. “Foi um trabalho e tanto. Tínhamos que ensaiar o roteiro e falas improvisadas”, pondera ele, lembrando que pretende, em conjunto com o produtor, fazer uma distribuição independente dos longas.

A classificação indicativa dos filmes, que logo chama a atenção por contemplar apenas maiores de 18 anos, decorre do realismo existente nas produções. “Homofobia” é carregado de cenas de nudez e sexo, enquanto que em “Pamela” a personagem principal é agredida de todas as formas – inclusive estuprada – pelo marido, o que também aparece em cena. “Mostrar o realismo nos filmes daqui seria algo novo. Algo que chocasse e remetesse a um certo artifício sobre a visão do telespectador local. Muitos ainda não tem noção do que é ver o novo no nosso cinema, muitos ainda estão acostumados a ver somente florestas e aventuras caboclas”, coloca o cineasta. Os dois filmes estrearão no dia 27 de maio, no YouTube.

Sinopses

‘Pamela’

Pamela é uma simpática jovem que, ao conhecer Júlio Marques, apaixona-se logo de imediato e dentro de poucos meses se casa com ele. Ainda no início do casamento, a moça começa a sofrer violência de todos os tipos, e durante estes atos, ela começa a ter visões de fantasmas de mulheres desaparecidas. É quando ela realmente descobre que o marido é um psicopata.

‘Homofobia’

Antônio dos Santos é um rapaz calmo e que sempre tira boas notas na faculdade. Ao contar para os pais que é homossexual, eles não aceitam e o expulsam de casa. Sem rumo, o rapaz conhece uma senhora que demonstra sentir pena dele, e o leva para sua casa. O pacato rapaz acredita que irá trabalhar para ela como modelo fotográfico, mas na verdade, ele será prostituído e comandado por ela, junto com outros quatro garotos. Por conta das transformações em sua vida, ele enfrentará preconceito nas ruas de Manaus.