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Aventuras de um macaquinho chega ao cinema em Manaus

Superprodução em 3D chega com vozes de Lúcio Mauro Filho e Isabelle Drummond

Novato na mata, Castanha tem de encarar perigos como gaviões e onças

Novato na mata, Castanha tem de encarar perigos como gaviões e onças (Divulgação)

Já imaginou, leitor, viver a vida inteira na metrópole e, de uma hora para outra, ver-se perdido no meio da Floresta Amazônica? Felizmente Castanha, que vive essa experiência no longa-metragem “Amazônia”, conta com a vantagem de ser um macaco-prego, e ainda que seja um tanto medroso, por nunca ter tido muito contato com a natureza, é bem esperto. Tanto é que o bichinho aventureiro pensa e até fala com outros macacos, como o público vai poder conferir na versão brasileira da superprodução em 3D, que chega aos cinemas no dia 26, quinta-feira, em lançamento nacional.

Na telona, quem dá voz aos pensamentos e falas de Castanha é Lúcio Mauro Filho. Numa narração em primeira pessoa, com texto escrito por José Roberto Torero, ele mostra todo o deslumbre e temor do macaquinho domesticado que precisa aprender a sobreviver na natureza, após sobreviver à queda do avião em que viajava, em plena mata. O ator se declarou encantado pelo trabalho de interpretar o personagem animal na tela: “Ser escolhido para fazer o Castanha é um sucesso para mim. O macaco é de um carisma espetacular!”.

Além de Mauro Filho, participa das dublagens também Isabelle Drummond. A atriz dá voz à “descolada” macaquinha Gaia, que Castanha conhece – e por quem se apaixona – durante suas aventuras na selva amazônica.

Superprodução

Produção da brasileira Gullane Filmes e da francesa Biloba, com coprodução de Gedeon Programes, France 2 Cinema e Imovision, “Amazônia” é resultado de três anos de filmagens na região, grande parte delas realizada no Amazonas. Com direção do francês Thierry Ragobert e roteiro do brasileiro Luiz Bolognesi, o filme segue as aventuras do macaquinho domesticado na floresta.

Nesse trajeto, que revela incríveis cenários e paisagens da região em três dimensões, estão a descoberta de espécies de bichos incomuns, o encontro com outros macacos na mata e fugas de predadores como cobras, gaviões e onças. O jovem herói símio ainda se dá conta da ameaça representada pelo homem, ao se deparar com um trecho de floresta inteiramente devastado por uma queimada.

Recurso da fala

“Amazônia” foi lançado no circuito internacional numa versão sem narração. Para Bolognesi, o acréscimo da narração de Lúcio Mauro Filho e Isabelle Drummond deverá dar mais dinamismo à narrativa e contribuir para a identificação com as plateias juvenis no Brasil. “Conseguimos aproveitar toda a curva narrativa da história de uma forma mais clara para o espectador. E, sem dúvida, para as crianças é uma viagem mais interessante”, declarou o roteirista à reportagem, por ocasião da première do filme em Manaus, semanas atrás.

O produtor Fabiano Gullane faz eco à opinião de Bolognesi: “Sempre soubemos que era um filme para a família, para as crianças. A versão francesa é linda, mas aqui resolvemos colocar voz, traduzir o pensamento do macaco em palavras. Quisemos que fosse um programa interessante para as crianças, não só informativo, mas emocionante e divertido”.

Além de acrescentar peso às cenas de ação, avalia Bolognesi, a narração em primeira pessoa da versão brasileira acrescentou mais graça e personalidade à figura do macaco-prego. “Conseguimos encontrar um caminho de humor para o macaco. Tradicionalmente, na cultura brasileira, o macaco é um malandro, um trickster (deus ou entidade que prega peças)”, ele comenta. “Quisemos trazer esse espírito para ele, do cara que consegue dar um jeito e resolver as coisas”.

Estilo Carlitos

Para desenvolver o roteiro de um filme estrelado por animais, Bolognesi comentou ter se inspirado no personagem do cinema mudo Carlitos, de Charles Chaplin. “Percebemos que a realidade que nossa personagem vivia era muito parecida com a de Carlitos, pois ele é um loser (‘perdedor’), alguém de fora querendo entrar, um vagabundo. E nosso macaco vem da cidade e cai na floresta, por isso ele é desajeitado, desastrado, tentando aprender a ser macaco”.

Para o roteirista, o pequeno herói símio tem tudo a ver com a identidade brasileira. “O macaco é uma personagem da floresta que tem a alma do brasileiro. Não é o animal mais forte, mais dotado de poderes, mas resolve as coisas com muita malandragem, engana os outros bichos, engana a onça e até o bando dele mesmo, como faz o Castanha”, conclui.

Consultor

A produção de “Amazônia” contou com a consultoria criativa de  Araquém Alcântara, fotógrafo de natureza e grande conhecedor da região. Ele sugeriu diversas locações para as filmagens, além de produzir as fotografias  de still do filme.