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Rock de salto alto: O lado elegante da moda ligada ao ritmo

VIDA & ESTILO faz um convite de fuga aos estereótipos ao convidar três entusiastas do rock n roll para mostrar como é possível uma produção legitimamente sem perder a elegância

No palco a vocalista da banda Lotus, May Satier dá preferência por looks confortáveis e elegantes. “Achar roupas rock está mais fácil hoje em dia"

No palco a vocalista da banda Lotus, May Satier dá preferência por looks confortáveis e elegantes. “Achar roupas rock está mais fácil hoje em dia" (Lucas Silva)

Boa parte das vezes é fácil identificar um roqueiro. Isso porque talvez nenhum outro gênero tenha influenciado tanto a moda quanto o rock n’ roll: de tão marcante, ele acaba virando uma extensão de quem o faz e quem o ouve, traduzindo-se na escolha das camisas, dos acessórios, dos calçados. Engana-se, porém, quem conecta esta imagem unicamente ao visual desalinhado.

Tendo em vista a proximidade do Dia Mundial do Rock (13 de julho), o VIDA & ESTILO faz um convite de fuga aos estereótipos, para tanto, tendo convidado três belas entusiastas do som para mostrar como é possível compor uma produção legitimamente rock n’ roll com elegância.

Em contraste com a profissão de dentista escolhida por May Satier, o branco usado por ela no dia-a-dia dá lugar ao preto quando é preciso subir ao palco para assumir a posição de vocalista da banda Lotus. E na hora em que os holofotes estão em cima da cantora, May não abre mão de uma produção dentro do contexto, e ao mesmo tempo, confortável.

“Quando o show dura no mínimo uma hora tem que ser algo confortável mesmo. Procuro um look com o qual eu possa me movimentar bem, então geralmente uso blusas mais soltas para não apertar meu diafragma. Gosto também da combinação de short com meia calça arrastão”, descreve May.

A cantora também sabe equilibrar a maquiagem usada para sair à noite para eventos de rock e aquela para subir ao palco. “Se for somente sair, não pode faltar o lápis preto e o rímel. Mas se vou fazer show, aí eu carrego [a maquiagem] nos olhos. Acredito que independente de gostar de rock ou não, é essencial se produzir o tanto que o evento pede”, pondera, acrescentando que assiste tutoriais de make no YouTube para lhe ajudar.

Liberdade de expressão

A universitária Bianca Falcone passa longe das blusas de banda que em nada lisonjeiam o corpo feminino. Vaidosa, essa fã de rock setentista e stoner procura homenagear seus ídolos usando camisetas com cortes mais esguios, bem como pegando “pesado” nos acessórios para compor o look.

“Comecei ouvindo rock e, por gostar de moda, depois passei a me identificar com o estilo ligado a ele. Acho que você se expressa mais sem aquela preocupação de estar ou não agradando -  é algo mais pessoal. Eu me visto mais para mim, para me sentir bem e o rock me dá essa liberdade”, conta.

Bianca explica que  monta seu guarda-roupa com muita pesquisa e boa vontade. “Geralmente peço coisas da Internet também vou garimpando em lojas. Mas como meu estilo não é o rock pesadão, encontro algumas coisas e vou misturando com o que já tenho”, diz. As unhas escuras e os batons fortes completam a produção com um toque sofisticado.

Sutileza é o diferencial

Para poder conseguir ver os show de rock que frequenta acompanhada do namorado, a publicitária Samyra Mesquita não pensa duas vezes no item a que irá recorrer. “Salto! Em primeiro lugar. Sou ‘pouco alta’ e em shows raramente pessoas da minha estatura conseguem ver algo. Além de dar a elegância em qualquer look, salto deixa a mulher mais poderosa”, opina. 

Aliás, o salto alto ajuda a publicitária a obter a sutileza que ela faz questão de manter em seus looks. Não era bem assim há uns anos atrás, ela confessa. “Na adolescência era mais heavy metal. Costumava usar muita meia-calça, camisas de banda, etc. Hoje em dia com certeza estou mais discreta. Acho que a sutileza é o diferencial - um acessório no estilo já resolve”, ensina.

Na opinião de Samyra, o rock n’ roll é de fato um estilo musical que reflete em comportamento, vestimenta e traduz-se em atitude. “Escuto desde que me entendo por gente. O rock está no meu mp3 de corridas, no playlist no trabalho, no som do carro. Não enjoa porque sempre tem uma banda pra cada momento. Amo!”.