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Muito além do clássico: o que os músicos eruditos ouvem nas horas vagas

Instrumentistas concordam que é essencial ter ouvidos atentos a outros ritmos que vão além da orquestra

Elena Koynova é fã de rock, jazz e das toadas de boi-bumbá

Elena Koynova é fã de rock, jazz e das toadas de boi-bumbá (J. Renato Queiroz)

A violinista Elena Koynova dispensou alguns minutos de uma tarde de férias para posar para a foto que ilustra esta reportagem. Exatamente uma semana atrás, ela estava em Parintins, na correria do Festival Folclórico que agita o município amazonense todo mês de junho. A búlgara, integrante da Orquestra Amazonas Filarmônica desde 1999, foi convidada pela terceira vez para abrilhantar as apresentações do Garantido na arena do Bumbódromo (as outras foram em 2001 e 2013).

“Acho que sou pé quente, porque todas as vezes que fui o Garantido ganhou”, confidenciou ela, que se tornou queridinha entre os torcedores encarnados. De fato, Elena foi fisgada pelo ritmo da toada parintinense (“É uma mistura contagiante, ou você ama ou odeia”, diz), mas esse é apenas um dos gêneros musicais que rondam as suas playlists – e, definitivamente, a banda Calypso não entra nessa seleção. “Quando considero uma música de qualidade, não interessa de que tipo é, ouço com o maior prazer”, afirma.

Filha de músicos profissionais, Elena costuma dizer que já ouvia música erudita no útero da mãe, que veio de uma família com tradição musical. “O gosto pelo jazz e pelo popular veio por influência do meu pai. Inclusive, as primeiras músicas brasileiras que conheci foram por meio dele, como ‘Aquarela do Brasil’”.

Depois, veio o interesse pelo rock: “Gosto mais de clássicos como Led Zeppelin, Ozzy e Queen. Ultimamente, voltei a sair para ouvir porque consegui um pouco mais de tempo livre”, conta a violinista, que frequenta points como o Porão do Alemão e Jack’n’Blues.

“Para ser sincera, a música clássica que ouço em casa é pouca comparada com o rock. O músico tem que manter esse nível de variedade se quiser manter a sua integridade de artista. Isso é o que me mantém viva fora da minha área”, opina.

Pagode e Hip Hop

Já o paulista Sidinei Rosa, tubista da Filarmônica, é fã inveterado da Música Popular Brasileira “por hábito e herança”, como ele diz. “Aos 14 anos eu trabalhava na Rádio Eldorado de São Paulo, então esse repertório me acompanha desde então. Ao mesmo tempo, minha família sempre foi muito ligada ao samba e também é fã de Chico Buarque”.

Assim como Buarque de Hollanda, Milton Nascimento e Taiguara estão entre outros os medalhões que têm Sidinei como fã, mas durante a sua carreira ele também teve contato com Raul Seixas, Emílio Santiago, Ed Motta, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho. “Trouxe de São Paulo todos meus CDs de MPB e também meus livros sobre música popular mundial”, conta o tubista, que está em Manaus há 15 anos.

Para ele, cada momento pede uma música. Durante a malhação ou no caminho da academia, por exemplo, a pedida é hip hop. O hábito, entretanto, é tão descompromissado que ele não consegue dizer de cabeça quem são seus cantores ou grupos preferidos. Já o pagode é a trilha certa para descontrair a qualquer momento da semana. “Escuto por saudosismo também. Sou fã de Exaltasamba e Grupo Revelação”, destaca.