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Nova geração de cantores locais apostam na força do samba

Confira a nova geração de cantores amazonenses que apostam na força deste gênero musical brasileiro

destaqueEm breve, Dudu Brasil pode conseguir a mesma proeza do sambista amazonense Chico da Silva, que obteve projeção em nível nacional. Nos dias 4 e 8 de janeiro do ano que vem, o jovem bamba irá divulgar seu CD, respectivamente, no bar Bip Bip, do Rio de Janeiro, e Bar da Brahma, da cidade de São Paulo

Em breve, Dudu Brasil pode conseguir a mesma proeza do sambista amazonense Chico da Silva, que obteve projeção em nível nacional (Divulgação)

“Não deixe o samba morrer, não deixa o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar”. A composição de Edson G. da Conceição e Aloísio Silva, eternizada na voz de Alcione, é um pedido para não deixar que este gênero tão brasileiro morra. E, se depender de três jovens cantores da cidade, os quais são personagens desta reportagem, o público deste ritmo continuará se renovando, por meio de suas vozes e interpretações.

Sinézio Rolim, além de ter herdado de sua mãe o gosto musical, nasceu no bairro Praça 14, considerado por muitos o berço do samba na cidade. “Desde cedo eu comecei a escutar samba. A minha mãe sempre me incentivou a escutar a boa música, talvez ela tenha me feito cantor e nem saiba”, declarou o artista, que costuma cantar em diversas casas noturnas da cidade, como Estação Cultural Arte & Fato, Botequim Bar, entre outras.

“O samba cativa qualquer pessoa, como diz aquele samba: ‘Quem não gosta de samba bom sujeito não é’ (canção ‘Samba da minha terra’, famosa na interpretação de Alcione). O samba é paixão nacional”, acrescentou Rolim, que elegeu Leny Andrade e Alcione suas rainhas do samba. “Há outras como Nana Cayme e Maysa, que cantou muito samba-canção. Agora estou estudando músicas da Clara Nunes. Quero fazer algo dela, mas somente para o meio do ano (de 2014), com o ABC do Samba: Alcione, Beth Carvalho e a Clara Nunes”, acrescentou.

Conhecimento

Apesar de cantar profissionalmente há quatro anos, Fidel Graça despontou este ano como uma grata surpresa da noite manauara. Ele conta com um repertório vasto de Música Popular Brasileira (MPB). “Gosto de interpretar sambas antigos pela riqueza das letras e de seus compositores”, explicou Graça, que também adora interpretar serestas e boleros antigos.

Das vertentes do gênero, o artista natural do Município de Borba, aprecia mais o samba-canção, devido à riqueza melódica presente nas canções. “Nelson Gonçalves, Cartola e Martinho da Vila são minhas maiores expressões”, enumerou ele, que integra o projeto musical Canta Boemia, de Assis Almeida e Nete Lima.

Ainda de acordo com Graça, o samba continua atraindo o público jovem. “É uma vertente que atrai bastante. Samba não tem idade, é algo que atrai muito pela riqueza da brasilidade, por ser animado e evolvente”. Rolim compartilha da opinião de Graça, acrescentando que todos seus shows voltados ao gênero lotaram.

“Temos grandes sambistas e compositores, como o Chico da Silva que tem sambas famosos no Brasil e no mundo inteiro. As pessoas gostam de prestigiar mesmo quem não é novo”, disse o artista manauara.

Talento de berço

E se filho de bamba, bamba é, no caso de Dudu Brasil a premissa é verdadeira. Filho de Edu do Banjo, o jovem de 15 anos acaba de lançar seu segundo disco, intitulado “Filho de bamba”. Dudu canta desde os três anos de idade em rodas de samba promovidas pela família e amigos. Além de compositor, ele também é multiinstrumentista, tocando violão sete cordas, violão seis cordas, cavaquinho e piano.

Para ele, que já é profissional desde os 11 anos de idade, seu compositor favorito é Noel Rosa. “Ele foi um cara contemporâneo. O Noel é um cara especial porque foi uma das primeiras pessoas do Brasil que quebrou o racismo. Ele estava com qualquer pessoa independente da cor. Apesar de ser branco, ele sempre tinha um batuqueiro do morro com ele. Isso aconteceu nos anos 1930. Os americanos só conseguiram fazer isso nos anos 1950 com o jazz”, explicou o jovem, que escolheu o samba “Com que roupa?”, clássico de Noel Rosa, como seu samba predileto, por ter sido uma das primeiras canções que aprendeu a tocar e por ser, normalmente, o primeiro pedido que as pessoas lhe fazem nos shows.

Em breve, Dudu Brasil pode conseguir a mesma proeza do sambista amazonense Chico da Silva, que obteve projeção em nível nacional. Nos dias 4 e 8 de janeiro do ano que vem, o jovem bamba irá divulgar seu CD, respectivamente, no bar Bip Bip, do Rio de Janeiro, e Bar da Brahma, da cidade de São Paulo.