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Andreas Kisser fala sobre novo álbum do Sepultura

O guitarrista do grupo, um dos mais cultuados do heavy metal, fala sobre as misturas e as críticas de “The mediator between head and hands must be the heart”

Andreas Kisser [Sepultura]

Kisser guarda lembranças especiais do show que a banda fez em Manaus em 1988, na turnê do álbum 'Schizophrenia': 'O público foi fantástico, maravilhoso' (Divulgação)

O Sepultura não pára. Devido à projeção mundial que a banda brasileira carrega, praticamente todo mês seus integrantes estão na estrada - fazendo shows em diversos países, vivenciando culturas inusitadas, tendo contato com públicos distintos. Esta correria é inspiração crucial na hora de compor, tanto, que o novo álbum “The mediator between head and hands must be the heart” (tradução: “o mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”) é fruto inegável dessas experiências. A cultura mundial da frieza, da valorização do “ter” e desprezo do “ser” incomodou os músicos, que por meio do heavy metal, levantam contestações político-sociais a respeito das mazelas da nossa sociedade.

O título do novo CD foi extraído do filme alemão “Metrópolis” (1927), cuja “lição de moral” converge com a ideia buscada pela banda. Segundo o guitarrista Andreas Kisser, apesar de antigo, o longa tem tudo a ver com o momento atual vivido por todos nós. “É uma frase forte, atual. Trata dessa questão de não se robotizar completamente, de equilibrar o coração e a mente, buscando manter a liberdade de expressão”, afirma, em entrevista ao BEM VIVER.

“The mediator between head and hands must be the heart” marca também a estreia em estúdio do baterista Eloy Casagrande. Ele já estava há dois anos na estrada com a banda, mas ainda não havia participado de nenhum registro oficial. Apesar de bem jovem em relação aos demais integrantes (Eloy tem apenas 22 anos), Kisser elogiou muito seu trabalho.

“O Eloy trouxe novas possibilidades pra banda. Apesar de jovem, ele tem experiências de turnê pelo mundo todo. É um cara metal que conhece muito bem o estilo, sempre foi fã do Sepultura e isso trouxe novas ideias para nós”, conta, já rechaçando qualquer crítica de que o novo trabalho da banda é “mais do mesmo”. “Temos o privilégio de viajar o mundo, vemos lugares que nunca fomos e isso nos dá inspirações super diferentes”.

Mistura de ritmos
O Sepultura participou recentemente do último Rock in Rio, onde tocou “Da lama ao caos” (de Chico Science) e depois dividiu o palco com o cantor Zé Ramalho. A mistura inusitada de MPB com metal foi bem recebida, provando que o metaleiro “mente fechada” é coisa do passado.

“O metal sobrevive dessas misturas. O Sepultura há tempos traz a força da percussão da música brasileira, por exemplo. E isso ocorre no mundo inteiro: o new metal tem influência do rap; o Metallica traz um pouco do country americano e por aí vai. Essas combinações vão mantendo o metal vivo e interessante”, opina Andreas Kisser. O cover de “Da Lama Ao Caos”, inclusive, foi incluído em “The mediator between head and hands must be the heart”.

Na estrada, de novo
E como todos bem sabem da fama de viajada da banda, com o lançamento do novo álbum não poderia ser diferente. Kisser adianta que a turnê inicia em fevereiro pela Inglaterra, segue pela Europa e retorna ao Brasil em meados de maio. Sobre a capital amazonense, o guitarrista diz ter ótimas lembranças que romantam ao início do Sepultura. “Tocamos em 1988 aí com a turnê do ‘Schizophrenia’. O público foi fantástico, maravilhoso. Espero ter a oportunidade de voltar em breve”, encerra.