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Ator amazonense Arnaldo Barreto ganha prêmio de melhor ator no Festival Guarnicê, no Maranhão

Filme ‘Até que a última luz se apague’, onde Arnaldo vive o protagonista, conquistou uma das principais categorias de um dos mais tradicionais festivais do Brasil

Arnaldo (na foto, em cena do filme) possui 37 anos, sendo 25 deles dedicados à carreira no teatro

Arnaldo (na foto, em cena do filme) possui 37 anos, sendo 25 deles dedicados à carreira no teatro (Reprodução )

O único audiovisual amazonense a concorrer no 37º Festival Guarnicê de Cinema – que aconteceu no período de 21 a 26 de julho, em São Luís, no Maranhão – trouxe um troféu para casa. O ator Arnaldo Barreto, protagonista e roteirista do filme “Até que a última luz se apague” arrematou o prêmio de “Melhor Ator” da categoria de curtas-metragens do evento, considerado um dos mais importantes na esfera universitária, além de ser o quarto festival mais antigo do Brasil. A produção esteve entre os 32 curtas nacionais indicados à concorrência.

Dos 37 anos de idade, Arnaldo possui 25 anos de carreira e frisa a repercussão obtida pelo curta no Maranhão – local de estreia da produção - e a experiência de representar o Estado no festival. Ainda segundo ele, os críticos presentes no evento não pouparam elogios ao cinema do Amazonas. “A preparação do ator, bem como a proposta do filme e sua linguagem foram bastante citados. Mas o que mais os impressionou foram a interpretação, a sonoplastia e a direção do filme, bastante elogiadas pelos jurados de lá. Eles ficaram impressionados com o fato de ser um curta e ter a qualidade obtida, provida com recursos próprios”, pondera Barreto.

Elementos sígnicos

O filme – cuja direção de arte é assinada pelo ator Wallace Abreu e produção executiva pelo ator Douglas Rodrigues – tem o produtor Williams Ferry na direção geral. A produção, segundo Barreto, é roteirizada entre as transformações comportamentais que assolaram o período da descoberta da AIDS no Brasil, por volta dos anos 80. Arnaldo pontua ainda que o faro psicológico da única personagem do filme – interpretada por ele – possui linguagem visual alternada entre elementos sígnicos.

“Um desses momentos é quando a personagem se maqueia. Esta passagem da maquiagem transporta a uma máscara, uma vez que há muitas pessoas a possuírem algum tipo de doença e que nem imaginamos. O filme se refere ao terror que é transmitido pelo prazer, e o espectador tem várias sensações, configuradas nos signos que ajudam a visualizar as reações do passado, mas com um olho voltado ao presente”, coloca Arnaldo.

Integração

O curta-metragem tem em seu núcleo uma participação predominante de profissionais do ramo do teatro. Arnaldo Barreto, que acumula cinco prêmios no segmento teatral – e o primeiro no cinema - explica que o artista, ao se colocar como tal, pode atuar nos ramos cinematográficos, comerciais e teatrais, sem distinções. O segredo, segundo ele, é reconhecer a linguagem de cada gênero de trabalho.

“Justamente essa visão de enxergar os círculos que estão sendo criados (entre teatro e cinema) é que nos incentiva a ir para o audiovisual, que tem uma linguagem diferente do teatro. Um ator precisa estar preparado para tudo, desde que tenha uma preparação. Qualquer pessoa pode fazer cinema, desde que haja preparo”, aponta Barreto, que tem na bagagem um curso de preparação de elenco no Rio de Janeiro. Durante o Festival Guarnicê, alguns convites despontaram para que “Até que a última luz se apague” circulasse por outras mostras e festivais pelo País, mas que ainda não podem ser divulgados por questões contratuais.

Próximo curta

Enquanto as permissões não chegam, Barreto formata um novo projeto audiovisual, batizado de “Filhos do Mundo”. No curta de 20 segundos, o ator assume a posição de diretor geral, enquanto que Wallace Abreu assinará a direção artística. O filme, que está em fase de pré-produção, fala sobre as questões sociais dos jovens manipulados pela criminalidade e drogas, abordando as relações destes com a sociedade e os pais. No elenco do filme há alguns nomes confirmados, como o dos atores Richard Harts, Rosa Malagueta e Dione Maciel, entre outros. As gravações iniciam no fim de agosto.