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Obra de Arnaldo Garcez ganha ‘galeria virtual’ no Jack’n’Blues

Artista plástico amazonense retorna à terra natal para celebrar 35 anos de carreira com mostra inovadora, cujo conceito foi inspirado em exposições feitas em NY

Arnaldo já exibiu suas obras em eventos como a Artexpo NY 2013

Arnaldo já exibiu suas obras em eventos como a Artexpo NY 2013 (Divulgação)

Os mais de 35 anos do vasto acervo de obras do artista plástico amazonense Arnaldo Garcez irão “passear” pelos telões do Jack’n’Blues (Rua Nova Palma, 945, bairro Vieralves) a partir de amanhã (26), às 19h; e ficarão em cartaz no local, no mesmo horário, por aproximadamente duas semanas. Na exposição chamada “Audiovisual”, mais de 50 pinturas do artista serão projetadas em telas com o tamanho de 32 a 50 polegadas, em uma retrospectiva a evidenciar os principais elementos que acompanham a carreira de Garcez, como cenas do cotidiano, bares e mulheres. A entrada é franca.

“As pinturas foram trabalhadas em técnicas como bico de pena e carvão sobre tela”, pontua Arnaldo. O conceito que permeia a exposição projeta uma espécie de “galeria virtual”, que não conta com quadros pendurados em paredes, mas sim com a projeção deles em telões. A inspiração para o novo modelo de mostra veio de Nova York, onde Garcez – que mora há mais de 20 anos no Rio de Janeiro - afirma ser prática comum, que sai da estrutura de apresentação convencional no ramo das artes plásticas.

“Estava em NY e conversava com amigos quando vi essa alternativa. Lá alugávamos casas nos fins de semana e apresentávamos nossos trabalhos. Quando cheguei em Manaus, decidi que ia fazer isso. E não será uma coisa estática, parada: as imagens terão efeitos visuais, proporcionados por computação gráfica”, ressalta Arnaldo.


Alternativa

Ainda segundo ele, a maior dificuldade encontrada por artistas plásticos daqui é a dificuldade em encontrar espaços para expor. “A minha função como artista é criar alternativas para dar continuidade ao meu trabalho. Espero que as pessoas assimilem a mostra de forma positiva. Não quero discutir ou criticar. Quero expor e criar outros meios para apresentar minhas obras de modo que, a partir disso, outros artistas encontrem também suas formas de apresentar sua arte”, completa Garcez.

“Audiovisual”, como o próprio nome diz, trará uma mescla de experiências aos olhos e ouvidos, conforme o artista. A exposição contará com uma trilha sonora de um álbum inédito da saxofonista Rita Ferreira, uma das maiores do mundo no gênero. “O álbum dela ainda não foi lançado e será divulgado com exclusividade na mostra. Este trabalho dela homenageia a obra musical de Tom Jobim”, adianta.