Boxe tailandês se difunde entre as mulheres

Elas invadem os ringues e sem perder a feminilidade aprendem as técnicas do muay thai. Elas querem se profissionalizar, perder peso, tonificar os músculos ou diminuir o estresse  

  • Mulheres praticam Muay Thai na academia Champion Factory
    FOTO: Bruno Kelly/Acrítica
  • Mulheres praticam Muay Thai na academia Champion Factory
    FOTO: Bruno Kelly/Acrítica
  • Mulheres praticam Muay Thai na academia Champion Factory
    FOTO: Bruno Kelly/Acrítica
  • Mulheres praticam Muay Thai na academia Champion Factory
    FOTO: Bruno Kelly/Acrítica
  • Dídimo Pires, professor de Muay Thai ensina a arte da luta aos alunos na academia Champion Factory
    FOTO: Bruno Kelly/Acrítica

O muay thai, ou boxe tailandês, é considerado a luta das 8 armas – pés, joelhos, cotovelos e punhos. A luta exige técnica e condicionamento físico. Embora seja predominantemente masculina cede espaço, cada vez mais, para as mulheres.

Ao entrar na academia Champion Factory, no Centro de Manaus, em meio ao ritmo intenso de treinamento a presença feminina chama a atenção. Mulheres de idades e biótipos diferentes, muitas delas munidas de acessórios em cor de rosa, treinam o muay thai.

Para a estudante de educação física Nandhara Zaranza, 21, o território predominantemente masculino abre espaço para as mulheres. “O muay thai é sim uma luta também para mulheres. Além de manter o corpinho e aprender a se defender você vai, com certeza, ganhar grandes amigos”, disse.

Os motivos
De acordo com o professor e proprietário da academia, Dídimo Pires, muitas mulheres se interessam pela luta. Ele diz que os motivos são variados. “O principal é por causa da perda calórica, que no muay thai é uma coisa absurda. Os outros motivos são a defesa pessoal,condicionamento físico e atividade para liberação do stress”, revela.

Dídimo aponta outros benefícios para a saúde dos praticantes. “O muay thai ajuda bastante na definição muscular, condicionamento físico, queima de gordura  e flexibilidade ,deixando o praticante mais disposto e confiante no seu dia-a-dia”.

Nandhara pratica a luta há cerca de três anos. No início, recebeu incentivo de seu pai. “Sempre fui fã de lutas, assim como meu pai, sempre me interessei. Escolhi o muay thai justamente por mexer com o corpo por inteiro”, revela.

A estudante conta que o ritmo de treinos é intenso.  “Os primeiros treinos foram bastante interessantes, pois olhava pros meninos que já eram mais graduados e me perguntava: será que um dia vou ficar tão boa nisso assim”, revela.

Os motivos que levaram  Nandhara a iniciar os treinamentos são diferentes dos que garante a continuidade  na luta. Hoje ela busca se profissionalizar. “Meu objetivo, além de manter a forma, é claro,  foi aprender um pouco defesa pessoal. Mas, hoje em dia levo bem mais a sério, pro lado profissional. Faço educação física e o muay thai conta muito na minha profissão”, afirma.

Profissionais
Entre as mulheres, algumas praticam a luta profissionalmente. “Principalmente na Europa e Tailândia. A mais famosa é a holandesa Lúcia Rijker que atuou no filme menina que ouro (ela era a adversária da mocinha e tinha o apelido de urso azul).Tem também a lutadora Cris Cyborg que luta M.M.A (vale-tudo) ,mas tem sua origem no muay thai e sempre vence utilizando o muay thai”, conta Dídimo.



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