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Caçador de histórias: Richard Rasmussen lança livro de fotos sobre expedições na Amazônia

Famoso pelo trabalho como apresentador de programas sobre a vida selvagem, o biólogo esteve em Manaus nesta sexta (25), e falou sobre o livro, sua paixão pela natureza e seus próximos projetos

‘Curioso’: ‘Sou um explorador e contador de histórias’, diz Rasmussen

‘Curioso’: ‘Sou um explorador e contador de histórias’, diz Rasmussen (Erica Melo)

No começo da tarde de ontem, uma pequena aglomeração tomava conta do corredor de um shopping da cidade. O motivo? A presença do biólogo Richard Rasmussen, celebrizado na TV como apresentador de programas sobre animais selvagens. Esbanjando simpatia, ele posava para fotos com fãs e admiradores.

“Dou atenção a todo mundo, não deixo de tirar nenhuma foto”, afirma Rasmussen, que faz questão de passar por cima das barreiras entre ele e o público. “Entro na casa das pessoas todos os dias, e elas me tratam com intimidade, como amigo mesmo. Acho isso muito legal, pois não sou um artista, não represento um papel. Sou o que sou aqui ou na televisão, aquele cara, daquele jeito”.

E foi do jeito divertido e cativante como apresenta seus programas que Rasmussen falou à reportagem sobre o livro que veio lançar na cidade. “A Amazônia selvagem de Richard Rasmussen – Uma aventura na floresta pelas lentes de Marcio Lisa” registra a expedição do aventureiro, seu fotógrafo e sua equipe de produção na gravação de programas na região amazônica. No novo formato, ele afirma, conseguiu ir além dos limites da telinha.

“No livro pude entrar em aspectos e contar histórias que não têm espaço normalmente na TV. Isso foi bem legal”, destaca o apresentador, que esteve no Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre e Mato Grosso, ao longo de seis meses. Para acompanhar as fotos de Lisa, ele produziu textos como os que faz para a TV – leves e acessíveis a quem não é da área.

“Não fazemos programas para biólogos. São na verdade histórias da natureza, que nós vivenciamos e que é importante as pessoas também conhecerem. Afinal, você pode até não ser um biólogo, mas não quer dizer que não precisa saber o que rola no planeta, como ele funciona”.

Gente e bichos

Na expedição bancada pelo canal National Geographic, Rasmussen ainda teve sinal verde para explorar o lado humano da região, no cotidiano de moradores ribeirinhos e indígenas. “Tive liberdade de trabalhar um lado cultural nesses programas, e esses acho que foram os momentos mais impactantes”, declara.


Os bichos, claro, também protagonizaram momentos marcantes da viagem, e Rasmussen cita como exemplo a experiência que teve de dividir um quarto com seis morcegos-vampiro – e até servir de alimento a um deles. “Foi ideia minha, e foi a coisa mais legal que fiz, pois não era só mostrar o animal, mas comungar com ele numa ação que ele exerce sobre outros bichos, e que é de uma adaptação incrível”, conta ele, que dedicou um programa inteiro ao animal, falando ainda sobre vírus da raiva e vacinas (que ele também tomou).

“Há um certo sensacionalismo, claro, pois televisão hoje é entretenimento, mas a gente nunca deixou de passar informação”, diz. “Mas, para mim, é muito legal ver um morcego arrancar um naco de carne e começar a se alimentar. E você pode chamar o Olodum que ele não solta mais!”.

Medo e aventura

O lançamento de “A Amazônia selvagem de Richard Rasmussen” marca também os dez anos do aventureiro como apresentador de TV. Curiosamente, ele se formou primeiro em Economia, a conselho do pai, antes de escolher se dedicar à Biologia, que sempre foi sua paixão. “O caminho inverso é que seria mais difícil”, brinca ele, que começou a atuar na área criando a Casa da Tartaruga, misto de zoológico e projeto de conservação ambiental para bichos “excluídos” como serpentes, sapos e morcegos. O espaço logo chamou a atenção de emissoras e programas de televisão.

“Um dia o Faustão queria levar um sapo para o programa, que alguém iria beijar e iria virar o cantor Leonardo. Um dos caras que foi filmar lá viu tudo e disse, ‘Cara, você nunca pensou em fazer TV?’”, recorda ele.

Rasmussen levou a sugestão a sério e, depois de gravar um piloto, assinou contrato com o canal Futura. O estilo aventureiro, segundo ele, faz parte de sua personalidade. “Não sou o aventureiro clássico estilo Indiana Jones, sou mais esculachado mesmo. Mais que aventureiro, sou um explorador e contador de histórias”, define-se.

Hoje à frente do “Mundo selvagem de Richard Rasmussen” no NatGeo, o apresentador se prepara para se aventurar pela África, onde passará quatro meses gravando programas sobre animais e culturas ameaçados de extinção em oito países. Para ele, que já começa a ter programas exibidos na América Latina, o mais legal de chegar ao resto do mundo é poder mostrar o Brasil: “Falo quatro idiomas, represento o Brasil bem lá fora e tenho o maior orgulho de ser brasileiro. É bacana mostrar que também fazemos coisas legais”.

 
Capa do livro ‘A Amazônia Selvagem de Richard Rasmussen’ (Divulgação)