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Cães e gatos ganham ‘passaporte’ para viagens

Novo documento unifica os anteriores, necessários ao embarque de bichos de estimação; donos acreditam que medida irá facilitar trânsito

Passaporte [Animais]

O pinscher Bubu já viajou diversas vezes para o Rio de Janeiro e inclusive para países da Europa. Para transitar pela França, sua dona Ana Clara teve de expedir um passaporte - igual ao que será exigido no Brasil (J. Renato Queiroz)

Em seis anos de vida, o pinscher Bubu já visitou a Espanha, a Itália, a França e já fez mais de 20 viagens ao Rio de Janeiro. Porém, para garantir o embarque do bichinho de estimação, a proprietária Ana Clara Loureiro tem plena noção da paciência necessária para reunir toda a papelada e a burocracia que precisa enfrentar junto às companhias aéreas. Tudo isto deverá ser facilitado com o advento do “passaporte” para cachorros e gatos, o qual unifica os documentos exigidos no embarque destes em viagens para dentro e fora do País. A nova norma, anunciada semana passada, é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e será obrigatória a partir de fevereiro de 2014.

O passaporte deverá trazer em seu bojo as principais informações do animal, como nome, espécie, pelagem, sexo e data de nascimento. Além disso, vão inclusos o atestado assinado por um médico veterinário; exames clínicos, comprovantes de vacinação, tratamento contra pulgas, carrapatos e vermes e demais vacinações (contra leishmaniose, parainfluenza, hepatite etc.).

A norma vem trazer também algo fundamental para os donos: a segurança do animal. A identificação eletrônica (por meio de um microchip instalado sob a pele do bicho) já era utilizada, mas agora é obrigatória. Caso haja “extravio” por conta da companhia aérea, fica mais fácil de encontrar o bichano.

A engenheira civil Roberta Campos acostumou-se a ter sempre a companhia da cadelinha Cleo. “Ela vai comigo para todo o lado desde pequenininha. Quando vou sair, coloco -a na bolsa e pronto”, explica. Por estar acostumada a estar “na estrada” pelo Brasil, Cleo acaba indo frequentemente ao veterinário e está sempre com as vacinas em dia. Para Roberta, o trâmite atual não é tão complicado, mas em sua opinião, o passaporte vai, sim, melhorar as coisas. “Acredito que facilitará”, opina.

Boas perspectivas
Por ser carioca, o despachante aduaneiro Rodrigo Esteves optou por levar em suas viagens ao Rio de Janeiro o american staffordshire terrier de seis anos chamado Thor. Porém, devido à política de algumas companhias aéreas, tem achado extremamente complicado o trânsito do animal. “Está mais caro e demorando mais”, diz. Com relação à nova exigência do passaporte, ele está otimista de que representa um estresse a menos. “Eu tinha de apresentar a caderneta de vacinação completa e o laudo do veterinário. O passaporte unificaria tudo. Isso não atrapalha a viagem, pelo contrário, dá mais segurança”.

De acordo com o veterinário Marcelo Levende, a iniciativa é viável e proporcionará maior qualidade de vida aos animais viajantes, pois obriga os donos a ficarem “de olho” na saúde dos bichinhos. Ele também elogia a agora obrigatória implantação do microchip. “Dessa forma é possível ter um controle melhor durante viagens pois a as informações do animal ficam guardadas. Sou super a favor”.