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Chefs dos camarotes especiais da Fifa falam sobre o trabalho na Copa do Mundo

Os pratos se inspiraram nas seleções que jogavam pela Arena. No jogo entre Portugal e EUA, por exemplo, foram servidos bacalhau e hambúrgueres

Cláudia Pio é quem coordena a empresa contratada para servir refeições nos camarotes

Cláudia Pio é quem coordena a empresa contratada para servir refeições nos camarotes (J. Renato Queiroz)

Quem teve a oportunidade de assistir a algum jogo na Arena da Amazônia talvez sequer imagine que não foram apenas alguns times de futebol que fizeram a bola rolar em campo, mas também um time de chefs que ofereceram aos camarotes especiais da FIFA um mega serviço gourmet, fornecido a quem adquiriu os pacotes para assistir às partidas com todas as regalias possíveis.

Nos ambientes circulavam alimentos como snacks, finger foods, pratos quentes, saladas, acompanhamentos, sobremesa e serviço volante. E tudo com assinatura genuinamente amazonense: Manaus foi uma das poucas cidades da Copa a trabalhar com uma equipe de gastrônomos 100% locais na distribuição dos mais requintados pratos na Arena.

À frente da turma está Cláudia Pio, responsável pela Mdesharb – empresa contratada pela FIFA para realizar o serviço. Pela unidade, oito chefs responsáveis por cada praça gourmet (como peixes e frutos do mar; molhos, carnes e aves; gard manger; acompanhamentos; sobremesas e logística) orquestraram a variedade dos serviços de hospitalidade.

O camarote VIP, que contemplava apenas chefes de estado e embaixadores, possuía 20 opções de comidas. Além deste havia os camarotes Vip, Private Suites, Business Seat, Pavillion, Match Club, Match Premier e Afiliates, conforme a coordenadora dos chefs de cozinha, Martina Caminha.

“Nosso cardápio é composto por pratos internacionais, bem como regionais. Oferecíamos pratos como picadinho de tambaqui, purê de banana da terra, banana grelhada, filé ao molho gorgonzola, e pirarucu com aspargos e tomate grelhado. Nós pegamos o regional e demos uma incrementada nele. Como tínhamos um contrato a seguir, não pudemos colocar pratos como a caldeirada de tambaqui, por exemplo. Mas utilizamos todos os nossos peixes regionais para mostrar aos convidados, com um leve toque gourmet”, pontua a chef.

Dos peixes locais servidos nos camarotes - abarcados tanto por locais quanto por estrangeiros – estavam, além do tambaqui, o surubim (muito elogiado nos espaços VIP), e o pirarucu fresco/seco.

Único na cidade

O cardápio especial foi construído com base em um método chamado Cook & Chill, onde a comida passa pelo cozimento, resfria rapidamente e a seguir é embalada a vácuo. Ainda conforme Caminha, o método evita qualquer tipo de proliferação de bactérias.

As sobremesas da Arena também se inspiraram na regionalidade: musseline de iogurte natural com calda de açaí, panna cotta de cupuaçu e mousse de manga com chocolate figuraram entre os doces. “Nós ouvimos os melhores comentários: de que os pratos doces e salgados são sempre muito gostosos”, orgulha-se a coordenadora.

A nutricionista do buffet especial, Rita Lucachinski, afirma que os alimentos foram servidos em uma escala chamada “Linha do Tempo”. “Começou com sanduíche, depois almoço, e por fim a sobremesa. Aí acabava o 1º tempo de cada jogo. E no final, nosso buffet sempre terminava com as sobremesas dispostas aos torcedores, justamente para tentarmos minimizar o nível alcoólico das pessoas.

E durante o jogo sabíamos que os torcedores bebiam mais, e aí entrávamos com os volantes para que eles não saíssem dos seus lugares. Deixávamos os snacks (castanhas) que ajudaram na composição nutricional e os doces, que ficaram até o  final do serviço”, salienta Rita.