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Clima de Copa do Mundo ajuda até a alavancar banda recém-formada em Manaus

Grupo de amigos, que deram início ao projeto denominado Rockfellas, receberam convite para se apresentar em barzinho da capital amazonense - isso com apenas 8 meses de atividades, um punhado de músicas autorais e rotina de ensaio atrelada à vida profissional

No início era assim: a Rockfellas em uma de duas primeiras apresentações, na festa particular de amigos à beira da pisicna

No início era assim: a Rockfellas em uma de duas primeiras apresentações, na festa particular de amigos à beira da pisicna (Divulgação)

A Copa do Mundo chegou e serviu de inspiração para muitas coisas: gastronomia, festas temáticas, passeios turísticos e novos points de encontro por Manaus. Como não poderia deixar de ser, a música e a cena local também foram totalmente tomadas pelo clima que o Mundial trouxe à capital amazonenze – tanto que até ajudou a alavancar uma banda recém-formada. A Rockfellas, criada em agosto de 2013 por um grupo de amigos, ainda estava começando, tocando em festas particulares, quando recebeu convites para apresentações maiores e, consequentemente, desafios igualmente grandes.

A banda surgiu numa tentativa de unir amigos que tinham em comum a maestria em instrumentos e a paixão pela música, conforme explica o vocalista e guitarrista Gustavo Jinkings. “Também tinhamos a vontade, no futuro, de vivermos da música. Essa ideia foi crescendo e guiando nossos passos”, diz. O sonho de conseguir sobreviver apenas se apresentando pela noite ainda está longe de ser alcançado e, enquanto isso, os integrantes precisam encaixar a rotina de ensaios e composições no meio das atividades diárias.

Todos são universitários ou trabalham: Gustavo é estudante de administração e empresário; Caio Patriani (baixo) é formado em administração e já busca um novo diploma, em jornalismo; João Marcelo Monteiro (bateria) também é formado em administração e trabalha no conglomerado industrial Queiroz Galvão, na unidade de Manaus; e o paulista Rodrigo Destro (guitarra solo) está no meio do curso de publicidade & propaganda.

“Os ensaios acontecem em horários alternativos, então rolam sempre depois das 22h ou nos finais de semana pela tarde. Já para compor, nos reunimos na casa de algum integrante da banda num horário e data livre em comum”, explica João Marcelo. Nos shows, é apresentado por enquanto apenas um trabalho autoral, denominado “Confusion”, mas quatro novas músicas estão saindo do forno. Geralmente quem compõem é o própro Gustavo, enquanto Destro cria as melodias e arranjos. “Normalmente, quando levamos uma música nova para a banda, ela automaticamente entra no formato do grupo e cada um faz o que sabe. Dessa soma, o resultado é sempre bom”, garante o batera.


A Rockfellas num dos primeiros ensaios, ainda com a formação original - que incluía Samuel Neves na guitarra

No restante do setlist, covers de músicas nacionais e internacionais. Segundo Destro, porém, isso não impede que a Rockfellas dê uma pitada original em suas versões. “Quando fazemos algum cover, tentamos mudar para deixá-lo com uma cara mais abrasileirada, mais divertida. Cada um coloca sua pegada, que parte de suas inspirações pessoais: de Seu Jorge a Led Zepellin, d’O Rappa até Ed Sheeran e Jorge Ben à Arctic Monkeys”, revela o paulista. Ainda de acordo com o guitarrista, a inspiração vem do dia a dia. “Cada um tem um amor pela música muito grande”, completa.

É nessa pegada que o grupo irá se apresentar no próximo dia 28, no Sunset Petiscaria (rua Rio Madeira, conjunto Vieiralves) – a primeira vez para um público desconhecido. “Possivelmente vamos nos tornar residentes de um bar, nos dias destinados ao rock”, revela o vocalista. Até então foram só cinco shows abertos, em festas e confraternizações de amigos, geralmente. Este conceito mudou quando Gustavo e Destro foram convidados para apresentar um show acústico num espetáculo de dança durante dois dias, no fim do mês de maio. As versões dos dois ditava o ritmo dos dançarinos, comandados pelo coreógrafo amazonense Gandhi Tabosa.

“Foi sensacional, uma ideia realmente original. Talvez o público, que ao mesmo tempo era mais jovem e mais maduro (já que tinham pais, adolescentes e crianças), tenha ajudado a dar este clima especial à apresentação. Foram dois dias em que pudemos ouvir cerca de 300 pessoas por dia cantando junto e curtindo a apresentação”, lembra Gustavo. Esse mesmo formato de apresentação pode vingar numa casa de shows da cidade, que convidou os dois a tocarem antes e no intervalo dos jogos da Seleção Brasileira, que serão exibidos no local. Os músicos esperam a confirmação do empresário para prepararem um show especial.

“Música combina com tudo, mas a fórmula que dá certo mesmo é brasileiro, música e futebol. Esse clima de Copa, férias e festas é ótimo para qualquer aspirante à músico, e o repertório tem que ser sempre o mais eclético possível, já que estaremos recebendo gente de todo canto do mundo. A ideia é tentar agradar a todos”, acredita Gustavo.


Amizade

Quando indagados porque do nome “Rockfellas”, os músicos não hesitam muito. “Foi o único nome que descrevia melhor quem erámos, tanto no estilo de música quanto na amizade, apesar de tocarmos estilos diferentes”, diz Patriani. “É também, na verdade, um derivado das primeiras tentativas de nomes: Musicfellas, Soulfellas...”, acrescenta.

Para o baixista, o som que a banda faz é único, baseado nas influências misturadas à roupagem que o grupo dá às canções. Na lista de covers, destacam-se Ed Sheeran, Seu Jorge, Kings of Leon, Arctic Monkeys, Foster the People, Skank e Blink 182, entre outros. “Nossa playlist é montada de acordo com o show que iremos fazer, o local e o público. Temos a proximadamente 80 faixas e selecionamos cerca de 30 para cada apresentação. Charlie Brown e O Rappa são sempre pedidas, por exemplo”, completa Patriani.