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Colunista Ana Maria Silva falece neste domingo (9)

Conhecida pelo apelido ‘Ana Maria Blá-Blá-Blá’, que usava para assinar suas colunas nas décadas de 1960 e 70, ela morreu no Rio de Janeiro, onde residiu nos últimos anos, após um acidente em seu edifício

Ana Maria Silva (à esquerda) trabalhou em A CRÍTICA na década de 60

Ana Maria Silva (a esquerda) trabalhou em A CRÍTICA na década de 60 (Reprodução)

O colunismo social no Amazonas lamentou uma grande perda neste domingo (9). A jornalista Ana Maria Silva, que fez história nas páginas de A CRÍTICA nas décadas de 1960 e 70, faleceu em sua casa no Rio de Janeiro, onde residiu nos últimos anos. Ela morreu em decorrência de complicações de um acidente que sofreu na escada do edifício onde morava, quando teria fraturado a bacia. Sua idade não foi revelada.

Ingressando no jornal numa época de grandes transformações para o Amazonas, o fim dos anos 60, quando a implantação da Zona Franca de Manaus modificou profundamente a paisagem e os costumes da cidade, Ana Maria arejou o colunismo social com um estilo moderno e direto, em sua página “Ana Maria Blá-Blá-Blá Informa”.

O título vem do apelido de Ana Maria, “Blá-blá-blá”, que, segundo a jornalista Menga Junqueira, vem de um mote que ela ajudou a popularizar em suas colunas. “Quando uma frase pedia que ela usasse o termo mais formal do jornalismo, ‘etc.’, a Ana Maria fechava a dela com blá-blá-bá, e o termo pegou”, explica.

 “Ela deu um banho de inteligência, autenticidade e elegância no jornalismo de Manaus na época”, recorda o também ex-colunista de A CRÍTICA e cerimonialista, Júlio César de Lima Seixas. Muito abalada, a radialista Ana Rita Antony lembra a integridade e a ternura que a jornalista demonstrava em seus relacionamentos. “Todas as pessoas que conviveram com a Ana Maria lembram a pessoa doce, querida, que ela era. As festas em sua casa reuniam toda a alta sociedade do Amazonas, e todos, sem exceção, tinham ela na mais alta conta, por sua inteligência e educação. Nós nos considerávamos primas. É uma perda muito grande”, lamenta.

A Rede Calderaro de Comunicação (RCC) registra aqui a sua solidariedade aos familiares e amigos de Ana Maria Silva, bem como a contribuição importante que ela deu ao jornalismo social do Amazonas.