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Confira as novas bandas que fazem a cabeça dos fãs de música neste Dia Mundial do Rock

Veteranos do estilo apostam em sons que unem passado e presente em novas roupagens, como Florence and the Machine, Jenni Sex e Imagine Dragons

A vocalista Florence Welch, do grupo inglês Florence and the Machine chamou a atenção de Sandro Rodrigues pela postura quase teatral. “Me lembrou o Jefferson Airplane nos anos 60”, explicou

A vocalista Florence Welch, do grupo inglês Florence and the Machine chamou a atenção de Sandro Rodrigues pela postura quase teatral. “Me lembrou o Jefferson Airplane nos anos 60”, explicou (Reprodução/Internet)

Nem só de Guns n’ Roses, Iron Maiden ou Metallica vivem os fãs de rock. Esses, obviamente, há muitos anos são apontados como alguns dos representantes mais ilustres do gênero, no entanto, o mundo da música é uma verdadeira caixinha de surpresas aguardando chances para ser explorada. Neste Dia Mundial do Rock, os entusiastas mais tradicionalistas podem dar essa chance para novos nomes da cena aproveitando as dicas de quem entende do assunto.

Mas não pense, caro leitor, que esta foi uma tarefa fácil. Grande parte de nossos entrevistados teve bastante dificuldade em elaborar uma lista. A cena atual do rock n’ roll é vista por eles como fugaz, rasa e difícil de acompanhar - visto a quantidade de bandas/cantores que estouram num momento e logo em seguida somem. Mesmo assim, foi possível apontar alguns “salvadores”, responsáveis por manter o bom nível do gênero nos dias atuais. Curiosamente, maioria remete a sons de outrora.

Indie e pós-punk

O radialista e produtor de eventos, Douglas Mandrake, conta que anda ouvindo bandas brasileiras da nova geração e tem se surpreendido com duas em específico: The Concept e Jenni Sex, a primeira na linha indie rock e a segunda pós-punk.

“O pessoal do The Concept faz um mix abrasileirado de algo parecido com Oasis. Os órfãos dos irmãos Gallagher vão gostar. É uma banda com material bom, bem gravado, apesar da qualidade sonora brasileira ainda não estar em um nível que se possa comparar com as gravações feitas em estúdios internacionais”, opina Mandrake, em relação ao primeiro trabalho do grupo gravado em estúdio no ano de 2012.

Já a Jenni Sex, formada em 2010 na capital paulista, é a outra aposta do radialista e produtor de eventos, por remeter ao som feito antigamente por bandas como The Cure, Joy Division e Bauhaus. “Estou apaixonado pelo álbum deles [“She’s Gone”]. Aprecio bastante essa linha underground com raízes inglesas. Essa banda me surpreendeu pela qualidade e por resgatar o movimento pós-punk, que praticamente não é mais reproduzido nos dias atuais”, opinou.

Outro nome indicado por Mandrake é o A Place to Bury Strangers, um noise rock feito em NY. “É uma barulheira maravilhosa”, setencia.

Fã dos setentistas

O funcionário público e também produtor de eventos Sandro Rodrigues milita na cena rock amazonense há quase duas décadas. Fã incontestável das bandas surgidas na década de 70 e 80, ele foi um dos que teve mais dificuldade em elencar os novos ícones do gênero. “As coisas pipocam tão rápido hoje que é até difícil acompanhar”, reclamou. No fim das contas ele lembrou de Black Country Communion e Florence and the Machine.

A primeira é herança pura setentista. Formada em 2009 por Glenn Hughes (ex- Deep Purple e Black Sabbath), Joe Bonamassa, Jason Bonham (filho de John Boham, ex-Led Zeppelin) e Derek Sherinian (ex- Dream Theater). Daí, a mistura sopra na direção dos bons ventos do rock tradicional, porém, com arranjos modernizados. “As guitarras são mais pesadas. Eles trabalham bastante com a harmonia de blues também”, aponta.

Já Florence and The Machine, grupo inglês criado em 2007, conquistou os ouvidos de Rodrigues pela semelhança com um ícone do Woodstock. “A vocalista me lembra muito Jefferson Airplane! Ela tem carisma e o som é bem legal, marcante, quase teatral”, aponta, frisando que conheceu o som por meio do Rock in Rio 2013.

 
Ex-integrantes de grupos dos anos 70 e 80 formam o Black Country Communion (Reprodução/Internet)

Renovação é importante

Há 17 anos como baterista da banda de rock local Essence, Carlos Araújo já presenciou diversos lançamentos e derrocadas no mundo do rock. Apesar de reconhecer a resistência de outras pessoas em abrir a mente para ouvir material novo, ele frisa que boa parte ícones contemporâneos bebem da mesma fonte. A diferença é o alinhamento feito com o mercado fonográfico atual.

“Se você não se renova, você pára no tempo. Fica ultrapassado. Poucas são as bandas antigas que têm essa preocupação, como o U2 e o Coldplay têm, por exemplo”, opina. O baterista compareceu ao festival Lolapalooza 2013, onde conheceu o Imagine Dragons e Capital Cities, dois grupos que lhe chamaram bastante a atenção pelo mesmo motivo.

“São bandas novas do mercado indie rock próximas ao som feito pelo Coldplay. O Imagine Dragons vem com uma concepção nova que não se restringe apenas ao cenário alternativo. Mesma coisa com o Capital Cities. Elas renovam a cena e isso é importante porque mantêm viva a chama do rock”.