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Crianças bilíngües: o ensino de línguas na infância pode ajudar no aprendizado

Aprender uma nova língua pode ser mais fácil para as crianças. Um projeto incentiva a “imersão” no idioma estrangeiro a partir dos quatro anos de idade

  • O Projeto Integral Bilíngüe atende crianças com idade entre 4 e 10 anos
    FOTO: Divulgação/INFS
  • O Projeto Integral Bilíngüe atende crianças com idade entre 4 e 10 anos
    FOTO: Divulgação/INFS

O ser humano está sempre aberto ao aprendizado de coisas novas. Mas, de um modo geral, as crianças e jovens aprendem com maior facilidade que os adultos. Pesquisas apontam que nos primeiros anos de vida a área do cérebro responsável pela linguagem está mais ativa.  Aprender uma nova língua, além da nativa, pode ser mais fácil para as crianças e adolescentes.

O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs, acredita que o ensino de línguas deve ocorrer ainda na infância. “Diversos estudos demonstram que a partir dos 3 anos de idade já é ideal para criança aprender e previne doenças como o mal de Alzheimer. Os estudos demonstram ainda que as pessoas que tem o ensino de idiomas na sua infância possuem facilidade maior de assimilação de outras disciplinas e raciocínio. É com base nessas teorias que incentivamos nossos alunos”, conta.         

Karla Vargas é mãe de duas crianças, uma de cinco e outra de 9 anos. Eles já são bilíngües. “Aprendi outra língua já bem mais velha. Na verdade não se dava tanta importância como é dada hoje. Atualmente o inglês é fundamental no ensino da criança. Por isso a iniciativa de começar mais cedo. Isso significa para as nossas crianças uma influência muito positiva, eles descobrem um mundo novo, mais abrangente e com mais oportunidades”, revela a mãe que também é presidente da Associação de Pais Mestres da escola de seus filhos.

Os filhos de Karla não estudam em escolas especializadas no ensino exclusivo de idiomas. O casal de crianças ganha fluência em um novo idioma na própria escola em que cursam o ensino regular.  

O coordenador pedagógico Álvaro Sanchs é um dos responsáveis pela implantação do Projeto Integral Bilíngue nas escolas Pinocchio e Martha Falcão, ambas em Manaus.

“O projeto foi idealizado em 2008 quando fizemos uma vasta pesquisa em diversas outras instituições do Brasil inteiro, para trazer pra Manaus algo inovador e pioneiro. De manhã o aluno tem o ensino regular com as disciplinas normais do currículo e a partir de 11h30, quando ele sai da sala de aula inicia o projeto.Ele passa a ter uma imersão no idioma. Nós trabalhamos muito a palavra imersão, exatamente com essa palavra que conseguimos traduzir o projeto. Os alunos aprendem o idioma vivenciando o que eles tem no dia a dia”, conta.

As crianças com idade entre quatro e dez anos podem ser matriculadas no projeto, que é realizado das 11h30 às 17h30 nos mesmos dias letivos do ensino regular.

Após as aulas eles fazem atividades artísticas, lúdicas e praticam esportes. Durante 6 horas diárias as crianças se comunicam exclusivamente em inglês.   

A metodologia diferenciada
O ensino de um novo idioma para as crianças exige uma metodologia especial que envolve atividades mais lúdicas. “É diferenciada sim, no entanto, tem um ponto em comum: a prática. Você só aprende falando, então trabalhamos muito a palavra ‘teatrinho’, que parece infantil, mas acaba sendo aplicada a diversas idades. Um exemplo prático: eu posso te dar aula sobre os alimentos que tem em inglês. Eu falar, você repetir, ou então eu te apresento essas palavras, coloco no quadro com imagens e vídeo. Encenamos que estamos em um restaurante. Eu sou o garçom, você é o cliente. A gente acaba trabalhando dessa forma mais lúdica e tem dado um resultado fantástico”, revela Sanchs.        

Expandir o projeto
Segundo o coordenador, o programa realizado em Manaus já passou da fase experimental e está se expandindo. “Já começamos com as crianças a partir de quatro anos de idade, no 2º período do ensino infantil, até o 5º ano, o que corresponde a idade de aproximadamente 9 ou 10 anos. A cada ano estamos ampliando para mais séries. Fazemos outras atividades e os projetos incentivam outras instituições também”, disse.

Karla Vargas defende a difusão de projetos como o   Projeto Integral Bilíngüe do colégio Martha Falcão, pela rede de ensino nacional. “Eu acredito que deveria ser estendido para todas as escolas. Se a criança souber desde cedo é melhor. A dificuldade para o adulto é muito maior, na infância eles aprendem com tranqüilidade e sem conflitos”, ressalta.