Grande vencedor do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2012 e destaque do Festival de Teatro da Amazônia (FTA) de 2010, o espetáculo infanto-juvenil “O dia em que a terra dançou” voltou a encantar o público, que não se deixou abater pelo horário – a peça foi encenada no domingo (10) pela manhã – e lotou as cadeiras do centenário Teatro Amazonas. A montagem é um trabalho da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas Arte & Fato (AACA) e leva a assinatura do diretor amazonense Douglas Rodrigues.
A trama, uma homenagem à cultura japonesa e aos 40 anos de imigração para o Estado, é baseada em uma lenda oriental e acompanha o jovem aprendiz Yong (interpretado por Israel Castro) em sua jornada para se tornar um samurai. Para isso, o protagonista passa por inúmeros desafios, precisando vencer seus medos, como o da morte e do mar, para alcançar o seu sonho. “A história não surgiu do nada. Ela faz parte de um contexto histórico que está ligado à própria história do Amazonas e do Brasil”, comentou Rodrigues.
O espetáculo surgiu de uma residência que o diretor fez em São Paulo há três anos. Na época, o Japão havia acabado de sofrer um terremoto de magnitude 6,6, episódio que serviu de inspiração para “O dia em que a terra dançou”. “Visitamos uma espécie de lenda, o mito ‘Além Mar’, que aborda o medo da morte e do mar, uma característica da cultura japonesa”, explicou Rodrigues.
Turnê
A apresentação de ontem também foi marcada pelo clima de despedida. Nesta segunda(11) à noite o grupo já viaja para Belém, local escolhido para o pontapé inicial da miniturnê que o espetáculo vai fazer por algumas cidades da Região Norte do País. “Vamos nos apresentar na Casa da Cultura de Belém, no Teatro Valdemar Henrique e vou realizar, ainda, uma oficina para atores. De lá, seguimos para o Estado de Roraima com mais duas apresentações e retornamos para o Amazonas”, revelou Douglas, que levará “O dia em que a terra dançou” para alguns municípios do interior amazonense, como Parintins, Itacoatiara e Borba, entre outros.