A realização de editais exclusivos para participar da programação cultural mensal promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (SEC), é a principal sugestão apresentada nas reuniões com artistas e representantes indígenas e dos movimentos ligados à cultura popular que aconteceram nesta semana, no auditório do Palacete Provincial, em Manaus, para debater os editais e projetos da pasta para este ano.
Caso aceita pelo Conselho de Cultura – grupo formado por representantes de todos os segmentos e produtores culturais do Estado indicados pelos próprios artistas – a proposta será incluída na programação da secretaria e irá ampliar a participação e a presença destas categorias além dos editais e espaços já disponíveis.
Debates e balanço
Para o presidente da Associação de Mestres e Brincantes de Cultura Popular do Amazonas, Kaká Bonates, a iniciativa de debater diretamente com os produtores culturais oferece a oportunidade para que as mais diversas tendências ligadas à entidade como músicas, cantos, narrativas orais, gastronomia, festas, jogos e brincadeiras infantis tradicionais dos povos amazônicos possam se fortalecer.
Com um acervo que reúne mais de 820 mil peças expressivas dos povos indígenas da Amazônia em diversos espaços, museus e centros culturais, diversos projetos nos municípios do interior do Estado como os Pontos de Cultura em Maués, São Gabriel da Cachoeira, Humaitá e Atalaia do Norte e apoio a festas como o Festribal (também em São Gabriel) e o de Danças Tradicionais de Tefé, entre outras iniciativas, a SEC pretende intensificar as reuniões e encontros periódicos com os artistas indígenas para ampliar a sua participação na cultura amazonense.
“Já temos muitas conquistas e a partir de agora, com mais espaço e apoio do Governo do Estado para nossas manifestações artísticas, os povos indígenas do Amazonas estão em posição privilegiada em relação aos nossos irmãos de outros locais do País”, acrescentou a cantora, Djuena Tikuna durante a reunião.