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Decoração: projeto de Oscar Mikail mostra estilo de moradia para casal gay sofisticado

O designer de interiores Mikail mostrou na Casa Cor de São Paulo um ousado projeto de loft. O objetivo dele foi propor ambientes para casais gays, em contraste com a maioria das decorações para héteros

Contemporâneo: Loft dos Celcionadores revela novamente o estilo eclético do designer de interiores Mikail

Contemporâneo: Loft dos Celcionadores revela novamente o estilo eclético do designer de interiores Mikail (Celina Germer e João Ribeiro)

O retorno de Oscar Mikail à Casa Cor não poderia ter sido de forma mais triunfal. Após cinco anos ausente, o renomado designer de interiores voltou para a mostra - aberta até o próximo dia 20, no Jockey Club de São Paulo - com o ousado Loft dos Colecionadores. O projeto, que novamente revela o estilo eclético do profissional, marca registrada no conceito de seus trabalhos, é o primeiro da história da Casa Cor (atualmente em sua 28ª edição) a mostrar o estilo e o jeito de morar de um casal de empresários, homens bem sucedidos em suas áreas de atuação.

“Os profissionais que participam da mostra se dedicam a criar espaços para famílias, casais héteros e celebridades. Nesta edição, propus algo novo. Estava mais que na hora da Casa Cor dedicar ambientes para casais gays. Acredito que foi um marco para a história do evento”, conta Oscar, em entrevista exclusiva ao VIDA & ESTILO. “O Loft dos Colecionadores foi inspirado no estilo de vida de um casal homoafetivo que curte e entende de arte”, completa. Com uma proposta mais contemporânea, o designer expõe no espaço fotos artísticas que revelam a intimidade da dupla fictícia, feitas pela fotógrafa Celina Germer.

“Enfatizei muito a coleção de arte, valorizando artistas brasileiros das décadas de 1940 a 1970 e, acima de tudo, mostrando que a arte também é feita em papel, gravuras e fotos”, explica o profissional. “A partir deste ponto, criei um ambiente acolhedor que retrata o conhecimento do casal em relação à arte, garimpada ao longo da vida em viagens, leilões e galerias”.


Além de pioneiro na Casa Cor, o Loft dos Colecionadores acompanha uma crescente mudança no ideal da família tradicional brasileira. Cada vez mais, casais do mesmo sexo estão optando por selar suas uniões, criando-se, assim, um novo nicho na sociedade do País. Na mídia, esse progresso também ganha destaque, com celebridades como Daniela Mercury, Gilberto Braga e Bruno Astuto decidindo se casar com seus parceiros de longa data. “Estamos vivendo, no Brasil, um momento revolucionário neste sentido. Nunca foi tão divulgado a questão do homossexualismo e nunca as pessoas resolveram se assumir tanto”, defende Oscar.

Segundo ele, essa decisão faz com que a sociedade comece a encarar com mais naturalidade a questão da homossexualidade. “Ela (a homossexualidade) sempre existiu, desde a Antiguidade, quando a prática era natural. Hoje, com todas as lutas e divulgação, as pessoas não torcem mais o nariz e apoiam. É uma grande conquista”, acrescenta o designer, que confessa: “Trabalhar com casais homoafetivos é muito bom. Eles sabem o que querem e como querem”.

A respeito da diferença entre projetar um espaço para um casal gay e casal hétero, Oscar é taxativo. “Não existe. O que acontece no Loft dos Colecionadores é que, por se tratar de um espaço onde dois homens vivem, a decoração é muito mais prática e objetiva, ao contrário da mulher, que é mais feminina nos detalhes e usa mais ‘frus frus’. O homem, mesmo sendo detalhista, quer que tudo seja prático para a sua rotina”, esclarece. “O uso de um espaço gourmet no living, por exemplo, não incomoda tanto o homem quanto incomodaria uma mulher, com a questão da gordura e sujeira. A opção das cores mais sóbrias e neutras também é uma característica masculina. Se fosse um casal homoafetivo feminina, com certeza teria mais estampas florais, bibelôs e rendas”.