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Esperança amazonense no mundo dos games

Manaus é uma das cidades brasileiras que participa do Global Game Jam, o maior evento mundial de criação de jogos

Campeonato de criação de games ocorre em todo o mundo

Campeonato de criação de games ocorre em todo o mundo (Bruno Kelly)

O mundo dos games está de olhos bem abertos desde as 17h desta sexta-feira, 24. Literalmente. O maior evento de criação de jogos do mundo, o Global Game Jam (GGJ), começou nesse horário em todas as capitais do mundo, conforme o fuso horário de cada país. No Brasil, os fusos horários, no plural – porque cada capital brasileira tem sua equipe, assim como várias cidades do interior.

Manaus entra no jogo pela primeira vez. Na sala de aula da escola de artes gráficas Gracom, localizada na rua Guilherme Moreira, Centro de Manaus, experts e neófitos vão ter de cooperar durante 48 horas ininterruptas para criar um jogo que, esperam os participantes, se torne a nova febre mundial do gênero.

Os envolvidos reconhecem o tamanho da empreitada. “Gosto muito de jogar, mas aqui, sinceramente, eu não sei de que forma posso contribuir, já que não sou programadora. De qualquer forma, quero ajudar, com ideias, com histórias, o que for”, confessa a estudante de publicidade Suellem Brito da Silva, de 21 anos. Ela é uma entre os 30 amazonenses inscritos para ganhar uma oportunidade nessa vitrine mundial dos games.

“O objetivo do GGJ não é premiar um vencedor, escolher o ‘melhor jogo’, mas sim dar visibilidade ao trabalho de equipes de criação do mundo inteiro”, explica o professor da Gracom Helilton Júnior, de 23 anos, um dos organizadores do Global Game Jam em Manaus.

“No final, se eles conseguirem fazer o game, ele será colocado à disposição de milhões de jogadores ao redor do planeta, o que é a chance de vivenciar diretamente esse mercado. Essa não só é uma experiência imperdível pra quem deseja trabalhar com jogos, mas também uma oportunidade de negócios, já que os desenvolvedores, se acharem que a repercussão foi boa, podem tentar vender o produto mais lá pra frente”, avalia Helilton.

Regras
Para fazer um evento dessa proporção, porém, a organização tem regras rígidas. Primeiro, o tema do jogo é único em todo o mundo, e só é revelado quando o evento começa. Os participantes não têm permissão para divulgá-lo por qualquer meio até que o prazo de desenvolvimento acabe em todos os países. O jogo pode ser para qualquer plataforma – PC, celular, videogame –, mas deverá estar disponível de graça pela internet. “Os criadores têm a propriedade criativa assegurada, mas, no GGJ, o game deve estar ao alcance todos os interessados, ao menos num primeiro momento”, ressalta o professor.

Há, no entanto, uma regra bastante atraente: qualquer pessoa pode participar. “As equipes não têm só programadores. Pessoas que sabem escrever bem e criar histórias podem ser roteiristas. Desenhistas podem ser ilustradores de personagens e cenários. Músicos podem criar a trilha sonora”,  conta Helilton. “Até a pessoa que só sabe mesmo jogar videogame pode ser bastante útil. A opinião dela pode fazer a diferença entre o que funciona e o que não funciona no trabalho dos progradores”, explica.

Por causa das regras, a reportagem do Portal A CRÍTICA não pôde ter acesso ao tema desse ano – ele só vai ser divulgado no domingo (26).  Em 2011, porém, o tema foi “Extinção”, e, ano passado, “A batida de um coração”. A equipe tem de criar um jogo que faça referência a esse tema de alguma forma. Programadores experientes também podem encarar as diversificações, que são pequenas tarefas que tornam o desenvolvimento mais difícil – por exemplo, fazer um jogo com visual de pintura abstrata, ou em que o controle não use as mãos.

A empolgação, porém, é a marca do Global Game Jam. O engenheiro de computação Adriano Mendes Gil, de 25 anos, que já participou de eventos similares em outros estados, está com o ânimo redobrado para a criação do game amazonense. “Acho muito legal ver Manaus participando do GGJ. É uma oportunidade de mostrar o talento da produção local”, acredita.

Seu colega Gláucio Rodrigo da Silva, de 25 anos, designer, também não via a hora de começar. “Não sei bem como vai ser, como vai ficar no final. Mas sei que podemos fazer algo muito bom, no nível de qualquer outra equipe que do GGJ”, afiram. Muitos participantes já combinavam de ficar acordados a madrugada inteira para enfrentar o desafio.

Resta, portanto, desejar boa sorte, e ficar de olhos bem abertos pelas próximas 48 horas. Literalmente.