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Fotografia: muito mais que apertar um botão

Conheça alguns profissionais da cidade que são famosos em seu ramo de atuação e apaixonados pelo hobby de fotografar

Felipe Schaedler é chef do restaurante Banzeiro, mas, sempre que possível, eterniza momentos com as lentes de sua câmera

Felipe Schaedler é chef do restaurante Banzeiro, mas, sempre que possível, eterniza momentos com as lentes de sua câmera (Erica Melo)

Quem não tem um hobby que leva bastante a sério, mesmo atuando em outra área profissional? Pois é, isso é algo comum. Em Manaus, há muitos profissionais conhecidos que têm como hobby fotografar, mas isso é algo tão importante – para eles – que acaba interagindo com sua área de atuação. Exemplo disso é o chef Felipe Schaedler, à frente do prestigiado restaurante Banzeiro, que sempre teve paixão por esta atividade que, assim como na cozinha, requer dele muita sensibilidade.

“Não teve um momento exato. Eu sempre gostei de fotos, desde criança. Em 2008, eu fiz um curso de fotografia com o Cacau Mangabeira, que foi quem me ensinou a fotografar usando uma máquina profissional. Depois disso, comecei a fazer muitas fotos. Em 2011 e 2012, tive o prazer de acompanhar um dos maiores nomes de fotografia de natureza do mundo, o brasileiro Araquém Alcântara, em uma excursão na Amazônia. Ele me ensinou muito sobre fotografia e me fez entender que a foto tem um momento certo. Às vezes, vale muito a pena você parar e contemplar um cenário antes de fotografá-lo. As energias do local precisam ser sentidas antes de fotografadas”, disse o chef premiado, revelando à reportagem como surgiu esta sua paixão.


Paixões unidas

Ele ainda explica que consegue aliar a fotografia à sua área de atuação. “Adoro fotografar os meus pratos. Não tem nada melhor do que você fazer um prato que ficou bonito e poder correr para fotografá-lo, sem precisar envolver fotógrafos e grandes produções”. Algumas das fotos que decoram seu restaurante foram feitas por ele próprio. Em breve, Schaedler, que também é colunista de A CRÍTICA, pretende fazer uma exposição, no próprio estabelecimento, mas ainda sem data prevista. Seu equipamento é uma Canon 5D Mark II e algumas lentes, porém, a que mais usa é a 24-70mm, 2.8 e a 100mm, 2.8 Macro – essa é boa para fazer fotos de comida.

“Gosto de fotos abstratas, natureza e gente amazônicas. Gosto de índios, caboclos, animais, de fotografar os meus pratos usando luz de estúdio e, às vezes, luz natural. A grande sacada da fotografia é você entender como a luz funciona e o resto é o seu olhar”.

Várias motivos

A estilista Midori Nakamura também tem uma relação íntima e harmoniosa com a lente, mas, no caso dela, por diversos fatores.

“Dizem que uma aeronave nunca cai por um só motivo, é uma combinação de no mínimo sete coisas. Penso que foi assim comigo na fotografia. Tenho centenas de fotos de minha infância, todas lindas, numa época em que a fotografia era algo caro e pouco acessível. Papai era tão aficionado que revelava fotos em casa, transformou nossa cozinha num laboratório de revelação. Um dia minha cachorra estava cheia de filhotes, quando eu encontrei uma Nikon D70 jogada no estúdio do meu marido. Resolvi colocá-la para funcionar e comecei a fazer fotos dos filhotes, desde então não parei mais. Mesmo trabalhando com moda, percebi que era necessário profissionalizar meu hobby, até mesmo pra saber o que pedir de um fotógrafo ao fotografar minhas roupas”, contou Midori, que passou a investir em equipamentos e cursos.


Inspirações

“Pessoalmente, não me motiva fotografar um prédio por questões técnicas apenas. Para eu me sentir motivada a fotografar, meu objeto precisa ser objeto de paixão também. Isso explica tantas fotos de cachorros, fotos gourmet e de família no meu Facebook”, falou a estilista, que, graças ao hobby, ficou com o olhar mais apurado. “Ao fazer uma roupa, é claro que já visualizo a mesma fotografada”, acrescentou.

A fotografia é uma ferramenta que o artista tem equivalente ao dedo de Midas (personagem da mitologia grega), ainda segundo Midori. “É o poder de ‘transformar’ tudo em algo mais belo. Isso muda o cotidiano de tanta gente. O simples fato de você abrir o computador de manhã cedo e ver algo belo, pode mudar o seu astral”.