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No Dia do Fotógrafo, profissionais de A CRÍTICA elegem os seus cliques favoritos

Conheça a histórias por trás de algumas imagens marcantes do jornalismo amazonense

Fotógrafos de A CRÍTICA têm trabalhos que são referência no Brasil e ganharam até prêmios mundiais

Imagens de A CRÍTICA são referência no jornalismo brasileiro e ganharam até prêmios mundiais (Reprodução/Internet)

Diversas histórias são contadas, dia após dia, por meio das mãos humanas. Lápis, canetas, e teclados de computador se distribuem hoje no exercício de tais atividades. A luz, por sua vez, não fica de fora: há quem prefira narrar importantes fatos sociais por meio das lentes de câmeras fotográficas, que manuseadas por seus principais “agentes” – os fotógrafos – captam muito além de pessoas e estruturas estáticas.

No dia 08 de janeiro, data em que se comemora o Dia do Fotógrafo, o BEM VIVER destaca quatro profissionais da equipe de A CRÍTICA que elegeram as fotos que mais marcaram as suas carreiras. Ao lado das vivências adquiridas no dia a dia, eles demonstram o seu amor pela junção das lentes fotográficas com a profissão e a própria vida. E você, já tirou alguma foto inesquecível?


O nascimento no chão
Os quase 25 anos de carreira do fotógrafo Clóvis Miranda já renderam bons frutos: entre ele a visceral e surpreendente foto intitulada “Martírio no Presídio”, que arrematou para o profissional o Prêmio Esso de 2008, na categoria Fotojornalismo. Ele ressalta, porém, que a foto que representa um marco em sua carreira é justamente aquela que lhe colocou na divisa entre profissão e paternidade.

“No dia 29 de abril de 1996 houve uma demissão em massa no sistema de saúde local. Pela falta de profissionais, alguns partos foram realizados no chão das unidades. Um destes eu registrei. No mesmo momento da foto, a mãe do meu filho, na época, estava sofrendo as contrações do parto, quase dando à luz. Nessas horas você não sabe se exerce a profissão ou se ampara a família. Mas deu certo porque consegui fazer os dois”, relembra Miranda.


Pelos olhos do canoeiro
O fotógrafo Márcio Silva seguiu os conselhos de um canoeiro chamado Elson e foi com ele até o Lago dos Reis, localizado nas imediações do município de Manaquiri, por conta da seca que assolava a região em 2005. Ele, que foi com o sobreaviso de que iria encontrar muitos peixes, encontrou também um rio com apenas dois metros de profundidade. “Perguntei ao canoeiro o que tinha naquele lago. Ele disse que tinha de tudo, desde piranhas, arraias e jacarés. Tive medo”, conta Silva.

Um pouco depois de navegar, Márcio encontrou o objeto da foto que estampou jornais como “The New York Times”, “Estadão”, “O Globo”, “Folha de São Paulo” e “Reuters”. “Foi um grande marco na minha carreira porque me deparei com um manto de peixes mortos sobre o lago. Mas o canoeiro foi o grande artista de tudo”, conta Márcio, que com a imagem ganhou o Prêmio Nilton Lins de Jornalismo em 2005 e fez questão de dividir com o canoeiro.


O jogo de futebol náutico
Completamente “no escuro”, o fotógrafo Bruno Kelly saiu de sua cidade natal (São José dos Campos, SP) rumo à Amazônia em 2009. A ideia da mudança radical era experimentar novos eixos para o seu trabalho. Único colaborador ativo do Amazonas para a agência Reuters, ele também faz trabalhos para o Greenpeace e Folha de São Paulo. Numa cheia, em 2010, Bruno presenciou algo inusitado: um jogo de futebol em um navio.

“Uns rapazes de uma comunidade próxima ao Porto do Ceasa tiveram o campinho de futebol, única área para o lazer, inundado. Comovida, a tripulação de um navio parado no local cedeu o espaço da embarcação para que os meninos jogassem bola”. E o acerto foi tão grande que o clique a eternizar a brincadeira ocorreu na hora do gol, segundo Bruno.


A reintegração e a dor
“Antes daquela foto eu era invisível”, coloca o fotógrafo Luiz Vasconcelos, cuja carreira de 43 anos na fotografia foi coroada com a antológica imagem da dor de uma mãe indígena com um bebê de colo, que tentou retornar à área onde morava e foi contida por um batalhão policial, após uma reintegração de posse em 2008, na comunidade Águas Claras, próximo à ponte da Bolívia. A foto foi replicada em mais de mil jornais do mundo e alavancou para Luiz cerca de 10 prêmios. O mais importante destes foi o World Press Photo, ocorrido na Holanda e considerado um dos maiores prêmios do segmento no planeta. “Quando cliquei a foto já tive a sensação de que ela seria premiada. Logo, dei uns 50 disparos para selecionar a melhor. A índia queria entrar na área e a polícia não estava mais deixando. Aquela foto mudou minha vida”, comenta.