Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Grupos teatrais de Manaus têm história contada em trilogia

Lançamento da última obra está marcado para esta quinta-feira (27), a partir das 19h na Livraria Valer. Trilogia escrita por Selda Vale começou a ser produzida em 2005

Segundo a autora, livro possui críticas, humor, reflexão e amor aos grupos de teatro da cidade

Segundo a autora, livro possui críticas, humor, reflexão e amor aos grupos de teatro da cidade (Divulgação)

Satisfação. Essa é a sensação que Selda Vale diz sentir após encerrar o ciclo da trilogia composta por “Cenário de memórias: movimento teatral em Manaus, 1944-1968”, “Tesc - nos bastidores da lenda” e agora por “Amazônia em cena – Grupos teatrais em Manaus (1969-2000)”. O lançamento desta última obra está marcado para esta quinta-feira (27), a partir das 19h na Livraria Valer, localizada na avenida Ramos Ferreira, Centro.

Feita em parceria com Ediney Azancoth (falecido em 2012), a trilogia relata a história dos grupos teatrais do Amazonas, com relatos dos seus protagonistas, fotos, folhetos e noticiários de periódicos que registram e ilustram o estudo. Os capítulos de “Amazônia em cena – Grupos teatrais em Manaus (1969-2000)” seguem ordem cronológica, a exemplo de capítulos como “A década de 70: os anos de chumbo”, no qual figuram grupos como o Teatro Jovem de Manaus (Tejoma), Teatro Amazonense Universitário (TAU) e Grupo de Teatro Bambi; “Anos 80: a lenta redemocratização da sociedade”, quando surgem o Teatro de Bonecos, a Companhia Pombal Arte Espaço Alternativo e o Grupo de Teatro Chaminé, entre outros; e a “Década de 90: algo de novo no front teatral?”, no qual aparecem as Cias. de Teatro Metamorfose, Apareceu a Margarida, Amazônia Artes-mythos e o Grupo Baião de Dois.

Antes de se debruçar sobre o tema, Selda Vale conduziu uma pesquisa acerca do cinema no Amazonas, resultante de sua dissertação de mestrado. E apesar de sempre ter tido alguma conexão com o teatro, a escritora e professora universitária ainda não havia tido o “estalo” de escrever sobre este: foi quando Ediney Azancoth - que foi presidente do Teatro Experimental do Sesc (Tesc) - lhe propôs o desafio.

“O Ediney foi o grande incentivador dessa pesquisa. Ele disse que faltava um estudo sobre o teatro no Amazonas, e como estava constantemente neste meio e tinha uma memória muito boa, então demos início ao projeto”, relembra Selda, que aponta o ano de 2005 como o ponto de partida para as pesquisas.

Legado

Para a escritora, o trabalho dos grupos citados em “Amazônia em cena – Grupos teatrais em Manaus (1969-2000)” foi um sopro de vida para esta expressão artística na capital baré. “Sem eles, certamente teríamos ficado mais calados”, ela diz, e rechaça a expressão “teatro amador”.

“A vida teatral em Manaus existe, e é um teatro bom, de qualidade. Estes grupos existiram e existem, e com todas as dificuldades, conseguiram fazer apresentações a contento”.

Perfil democrático

Mesmo sendo conduzido em partes por uma professora universitária, “Amazônia em cena – Grupos teatrais em Manaus (1969-2000)” não se destina apenas ao público acadêmico, principalmente, pelo perfil de Ediney.

“O livro tem o humor dele. Ele queria que fosse assim, porque meus outros livros têm um estilo diferente. O Ediney não queria que fosse uma análise lógica do teatro, e sim, que fosse de acesso para todos, algo diferente do perfil acadêmico. Então há crítica, reflexão e claro, tem o amor por todos esses grupos que lutam para fazer um bom teatro”, encerra.