Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Ilko Minev revisita o passado em estreia na literatura

Empresário lança o seu primeiro livro “Onde estão as flores?”, nesta quinta-feira (5), no Shopping Ponta Negra

Ilko Minev e Jean Michel Cousteau

Jean Michel Cousteau (dir.) e Ilko, durante a visita do primeiro a Manaus em outubro (Divulgação)

A vinda para o Brasil, seguida de muitos anos de trabalho, fizeram com que o empresário búlgaro Ilko Minev deixasse engavetada a paixão pela literatura, nascida há quase cinco décadas. Com a aposentadoria, renasceu a vontade de expressar-se por meio da escrita. História idealizada, vencidos os receios de iniciante, nasceu sua primeira obra “Onde estão as flores?”, cujo lançamento em Manaus ocorre no dia 5 de dezembro na Bemol do Shopping Ponta Negra.

A sinopse tem como pano de fundo o período pré e pós-Segunda Guerra Mundial, época em que emerge o amor entre dois jovens búlgaros. Ávidos por começar a vida a dois longe do cotidiano belicoso, decidem imigrar para o Brasil, um país cheio de boas promessas. Por um acaso do destino, aportam em Belém, ao invés do Rio de Janeiro. Mas acabam se instalando em Manaus, onde vivenciam com intensidade todo o amálgama de acontecimentos da época: o início da forte miscigenação do povo amazonense, a borracha, os altos e baixos da economia.

Como o leitor logo irá perceber, a história lembra muito a própria vida de Minev. Em verdade, não só a dele, mas de toda sua família. “Boa parte é baseada na vida de parentes e de alguns amigos. Eu costurei uma história, grande parte com base em casos verídicos vivenciados por várias pessoas. Inclusive eu, mas em menor parte”, descreve o autor, indicando que inclusive o nome dos protagonistas é o mesmo de seus tios.

Justamente por isso, a ideia da obra já estava formada na cabeça de Minev há algum tempo. Faltava-lhe, no entanto, coragem para passar as inspirações para o papel, até porque, apesar de morar há muitos anos no Brasil, Minev ainda tinha receio de escrever em português. “Minha língua materna é o búlgaro, em seguida o alemão. Falo muito bem inglês, holandês e português, o problema é que escrever é outro departamento”, diz.

Potencial
Ilko Minev deu os primeiros passos rumo à publicação dividindo a ideia com familiares e amigos, os quais foram elogiosos de forma unânime. A avaliação, no entanto, soava muito parcial para o autor. Foi quando pediu a opinião para o também escritor Márcio Souza. “Ele me disse: ‘: “toca isso pra frente porque vai dar em alguma coisa’”, disse a Minev. E seguindo a orientação, durante um ano trabalhou na obra, tratando também de revisitar o contexto histórico propriamente dito.

“Para escrever é preciso estudar. Tinha muita coisa que eu conhecia, mas algumas das quais eu não tinha certeza, até porque foram histórias ouvidas de meus pais, tios, avô. A minha convivência com o professor Samuel Benchimol também me ajudou a reconstruir a questão da ocupação da Amazônia”.

O leitor, porém, não há de se deparar com um romance truncado devido ao contexto pesado. O romance entre os protagonistas, segundo o escritor, dá a leveza necessária para a compreensão. E mesmo com uma estreia brilhante, Ilko Minev diz que irá aguardar o retorno do público antes de planejar um segundo flerte com a literatura. Se depender das palavras do professor Jacques Marcovitch, da Universidade de São Paulo (USP), “Onde estão as flores?” tem o poder de atingir seus leitores além da ficção. “É leitura recomendável para educadores e jovens empenhados na construção de seus projetos de vida”, expressou Marcovitch.