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Luciana Mello e Jairzinho revisitam repertório de Jair Rodrigues em shows especiais

Criados em um ambiente cercado de música, os irmãos, a exemplo de outros filhos de grandes artistas, fazem jus ao talento herdado e prestam tributo à memória do pai

Herdeiros de ‘Jairzão’ se juntam em shows de homenagem ao pai

Herdeiros de ‘Jairzão’ se juntam em shows de homenagem ao pai (Divulgação)

Há três meses o Brasil se despedia de Jair Rodrigues, artista que garantiu seu lugar entre as vozes brasileiras mais marcantes no momento em que levou o prêmio de Melhor Intérprete do II Festival de Música Popular da TV Record, em 1966, com a canção “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros. O paulista, que viveu “prá consertar” a morte com o seu sorriso e alto astral, foi cantar “noutro lugar” no início de maio, deixando uma legião de admiradores e um legado musical para os filhos Luciana Mello e Jairzinho (apelido de Jair Oliveira).

Agora, os herdeiros de “Jairzão” fazem questão de celebrar o talento do genitor a cada novo show. Uma das homenagens foi justamente marcada para a véspera deste Dia dos Pais, no espaço HSBC Brasil, em São Paulo. “Era para ser o show do disco duplo que ele tinha acabado de lançar, ‘Samba mesmo’, mas acabamos assumindo a agenda dele também”, contou Luciana à reportagem. “Cantamos um pouco das nossas músicas e depois entramos no repertório que ele ajudou a imortalizar, como ‘Deixa isso pra lá’ e ‘Tristeza’”.

O primeiro tributo dos irmãos Rodrigues aconteceu ainda no mês de maio, durante a Virada Cultural paulistana, em show que teve a participação de Simoninha e Rappin Hood. Cantar as músicas de Jair não é novidade para Luciana, que por diversas vezes dividiu o palco com o pai e o irmão. “Agora tentamos fazer o máximo que podemos sem a presença dele. Com certeza, essas apresentações têm ajudado a superar a ausência. Graças a Deus ele era um cara amado por todo mundo, e a gente sente isso na alegria, energia e carinho que as pessoas transmitem durante os shows”, confessa Luciana.

Jairzinho, por outro lado, também buscou na composição uma forma de manter viva a lembrança do pai. Desde a morte de Rodrigues, o filho já compôs duas canções em homenagem a ele - “Triste Madrugada” e “O Sorriso”. Sobre essa última, Jairzinho declarou, em entrevista recente: “Compus em um momento de muita saudade e tristeza. Mas me comunico melhor através da música. Em todas as entrevistas ele dizia que, se não era o homem mais feliz do mundo, era um deles. Isso sempre foi algo genuíno. É uma homenagem ao sorriso, alegria, ao amor dele”.

Para Luciana, a imagem do pai permanece nítida. “Ele era do mesmo jeito em casa ou no trabalho, o mesmo pai em todos os lugares. Não tinha uma máscara ou personagem, porque sempre teve uma marca registrada que era a alegria dele. Acho que era o cara que mais amava o que fazia”.


Luciana com o pai e Rildo Hora na gravação de ‘O filho do Seu Menino’ (Reprodução)

Influência paterna

Ambos com quase o mesmo tempo de carreira (30 anos), Jairzinho e Luciana cresceram em uma família unida pela música e viveram em uma casa frequentada por medalhões da MPB. Por isso, nada mais natural que eles abraçassem a arte logo cedo. No caso de Jairzinho, a carreira começou aos seis anos de idade e seu primeiro trabalho foi cantar “Deus Salvador” (Luiz Carlos) num álbum de Jair Rodrigues.

Aos cinco, Luciana já se apresentava com o pai em programas de TV e a primeira parceria de estúdio entre eles foi na música “O filho do Seu Menino” (Rildo Hora). Não muito depois, ela e o irmão entrariam para o grupo infantil Balão Mágico, que fez um sucesso estrondoso nos anos 1980. “Começamos muito cedo, como o nosso pai. E sei que a vontade dele era que a gente continuasse fazendo isso a vida inteira”, concluiu Luciana.