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Agendas diárias não saem de moda e são indispensáveis

Elas têm seu espaço garantido, seja nas mesas e reuniões de escritório, nas mochilas das crianças ou no armário da dona de casa

A publicitária Vanessa Jones usa e fabrica agendas artesanais

A publicitária Vanessa Jones usa e fabrica agendas artesanais (Bruno Kelly)

Mesmo com uma infinidade de aplicativos, programas e recursos tecnológicos para ajudar as pessoas na hora de organizar seus compromissos, as boas e velhas agendas de papel não saem de moda. Elas têm seu espaço garantido, seja nas mesas e reuniões de escritório, nas mochilas das crianças ou no armário da dona de casa. Mas para além de tomar notas básicas ou registrar as atividades do dia a dia, há quem considere esse objeto indispensável.

Secretária executiva e diretora da empresa de gestão secretarial Plano Executivo, Adriana Campelo é uma dessas pessoas. Dividindo-se entre Manaus e Brasília, ela trabalha assessorando executivos, empresários, profissionais liberais e empresas com serviços de agendamentos, acompanhamento em reuniões, traduções, organização de viagens e eventos. Apesar de usar muito bem a maior parte dos recursos eletrônicos disponíveis atualmente, ela diz que não pode abrir mão da agenda tradicional. “Dependendo da reunião e de onde estivermos, é de suma importância que tenhamos sempre a agenda física à mão, para no caso de a bateria do celular, laptop, ipad, iphone ou tablet descarregar e não tivermos como recarregá-la na hora, seja por causa da reunião em andamento ou de limitações do próprio lugar”. Além disso, Campelo cita casos de reuniões confidenciais e imprevistos. “Imagine se de repente você for roubado ou perder seu celular? Com certeza, você vai recorrer à agenda física. Então não podemos simplesmente descartá-la”, afirma.

O calendário do Google é o mais utilizado por ela na hora de organizar compromissos e eventos, mas para a empresária, o digital e o analógico podem muito bem conviver juntos. “A geração ‘Y’ trabalha perfeitamente com as agendas eletrônicas, mas a outra geração não, ainda usa a agenda de papel, para se organizar com pagamentos de contas, eventos cotidianos e reuniões. Acho que um não dispensa o outro”, opina.

Do uso à fabricação

A publicitária Vanessa Jones também não abre mão da agenda diária. Trabalhando na agência Time Filmes, ela sempre precisa anotar contatos e marcar gravações. “Acho muito mais prático usar a agenda de papel, porque é complicado no meio de uma ligação ter que abrir celular, procurar aplicativo... Sem contar que telefone se perde, há risco de vírus e perda de dados. Até hoje tenho guardadas as minhas agendas de cinco anos atrás e, quando quero um contato daquela época, é só buscar”, revela.

Mas a paixão pelas agendas foi além. Com talento para artesanato, Vanessa passou a fabricá-las de maneira artesanal, após um curso feito em setembro deste ano, no Rio de Janeiro. “Há pelo menos três anos fabrico peças em MDF. Em setembro, fui ao Rock in Rio e vi que tinha um curso de encadernação da Rosa Guimarães, que tem trabalhos lindos nessa área. Tive oportunidade de fazê-lo e trazer para Manaus esse trabalho. Além de mim, a designer Aline Gall também trabalha nessa linha e foi quem trouxe cursos aqui para Manaus”.

As agendas de Vanessa são feitas de tecidos, com estampas variadas e os modelos vão de acordo com o gosto do cliente. Os preços vão de R$ 35 a R$ 55. “A maior parte dos tecidos compro no Rio de Janeiro, assim como o miolo, pois aqui em Manaus é difícil de encontrar”, diz a publicitária, que já está cheia de encomendas. “Elas fazem o maior sucesso, todo mundo adora, acho que pela delicadeza das estampas e do trabalho”.