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Casos de infarto crescem e especialista alerta para atitudes contra a doença

O cardiologista Fausto Costa informa que nem todas as vítimas apresentam doenças cardíacas e muitas poderiam até evitar o infarto com pequenas atitudes 

Número de morte por ataque cardíaco cresce a cada ano no Brasil

Número de morte por ataque cardíaco cresce a cada ano no Brasil (Divulgação )

Pelo menos uma pessoa morre de ataque cardíaco no Brasil a cada cinco minutos, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). De acordo com a pesquisa, são registrados pelo menos 300 infartos por ano e um terço destas pessoas chega ao óbito.

O cardiologista do Sistema Hapvida de Saúde, Fausto Costa, informa que nem todas as vítimas apresentam doenças cardíacas e muitas poderiam até evitar o infarto com pequenas atitudes que tornam a rotina mais saudável.

“Alguns fatores na qualidade de vida das pessoas são determinantes para se evitar um ataque cardíaco. Um acompanhamento médico, a rotina de exercícios físicos e uma alimentação saudável contribuem significativamente para o bom funcionamento do coração”, ressaltou.

De acordo com o especialista, existem diversos grupos de risco propensos a um ataque cardíaco e isso pode ser facilmente observado. Segundo ele, as pessoas com maiores chances de terem ataques cardíacos são hipertensos, fumantes, diabéticos, sedentários, obesos, além dos pacientes que possuem alguma deficiência genética no coração.

“O paciente não precisa estar em todos esses grupos. Muitos chegam ao meu consultório falando que estão controlando o peso, a pressão arterial e praticam atividades físicas, mas esquecem que fumam há mais de 20 anos, por exemplo”, alertou. Ele disse ainda que qualquer sinal de mau funcionamento do coração precisa ser informado imediatamente a um médico.

“As pessoas precisam ficar atentas aos sinais que o corpo dá. Com a saúde não se brinca, mas o coração é um órgão que merece atenção ainda mais especial, pois o mal que ele pode causar pode ser irremediável”, alertou.

EXAMES DE ROTINA

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade das pessoas que sofrem ataque cardíaco morrem por não terem tempo de receber o atendimento necessário. Fausto destacou os artistas Renato Aragão e José Wilker, que sofreram ataques cardíacos nas últimas semanas.

Wilker, que faleceu, praticava exercícios regularmente, não estava acima do peso e nem queixava-se de dores, mas era fumante há muitas décadas. Já Renato Aragão está em uma idade em que os exames de rotina precisam ser feitos de maneira regular. “Esses dois casos foram uma prova de que os problemas cardíacos podem atingir qualquer pessoa, por mais ativa e saudável que ela seja”, ressaltou.

Os exames de rotina no coração devem ser feitos uma vez por ano por pessoas com mais 35 anos e pelo menos a seis meses por pessoas com 45 anos ou mais. Já quem possui histórico familiar de doenças cardíacas precisa redobrar ainda mais os cuidados, estando atentos a todos os sinais de funcionamento do coração e realizando exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço, raio-X de tórax, e exames de sangue.