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Crianças sonham com o hexacampeonato

Para os mais novos, a emoção ainda é maior: essa pode ser a grande chance de presenciarem a Seleção Brasileira erguer o título de campeã do mundo, fato que não ocorre desde 2002

Carlos e Felipe Oshiro estão otimistas com a Seleção Brasileira

Carlos e Felipe Oshiro estão otimistas com a Seleção Brasileira (Divulgação)

A Copa do Mundo segue contagiando os manauaras, que viram na edição de 2014 do Mundial a oportunidade perfeita para acompanhar algumas das principais partidas que embalaram a fase de grupos da competição. Para os mais novos, a emoção ainda é maior: essa pode ser a grande chance de presenciarem a Seleção Brasileira erguer o título de campeã do mundo, fato que não ocorre desde 2002, quando os “canarinhos” derrotaram o fortíssimo time alemão, no Japão.

No caso do pequeno Felipe Tabata Oshiro, 7, a Copa já começou com um gostinho especial. No dia 14 de junho, data que marcava o primeiro confronto do Mundial na deslumbrante Arena da Amazônia, ele foi um dos felizardos que seguiram ao campo com as seleções da Itália e da Inglaterra, na hora da execução dos hinos nacionais. “Fiquei muito emocionado e meio nervoso”, confessa Felipe, em entrevista ao VIDA & ESTILO. “Um monte de gente estava olhando para mim”, acrescenta ele, escolhido por meio duma promoção do McDonald’s.

Segundo o pai, o empresário Carlos Oshiro, 47, esses sentimentos foram compartilhados também pela família, que acompanhava de perto o jovem adentrar à arena junto do meia inglês Jordan Brian Henderson, nº 14. “Ele ficou bastante emocionado, mas nós, os pais, ficamos bem mais. Foi um momento de grande realização para eu e minha mulher, Gisele”, conta ele, que divide com o filho a paixão pelo futebol. “O Felipe é muito fã, tanto que pratica a modalidade na escola. Ele adora o David Luiz e torce para o Flamengo, igual a mim”, ressalta.

Para o pequeno, a edição do famoso evento esportivo no Brasil está sendo “muito divertida”. Quando não esteve no estádio amazonense, conferindo alguns dos duelos que vieram à capital, ele aproveitou para torcer pela nossa seleção ao lado dos pais e do irmão mais velho, Thiago, 11, na casa da família. “Acredito que o Brasil leve essa Copa”, aposta Felipe. “Também tenho grandes esperanças de sermos campeões, apesar de estarmos sem meio-campo. Acredito numa final contra a Argentina”, completa Carlos.

Craque de bola

Assim como Felipe, o jovem Guilherme de Oliveira Dantas, 8, também teve a oportunidade de assistir, ao vivo, os duelos que rolaram na Arena da Amazônia. Acompanhado do pai, o advogado Adelson Maciel Dantas, 42, ele acompanhou de perto todos os quatro embates que aconteceram em Manaus. No entanto, um deles em especial ficará para sempre na memória dos dois. “Em Camarões e Croácia, ele (o Guilherme) entrou em campo com o atacante camaronês Aboubakar”, destaca o advogado. “Gritava feito um louco na arquibancada. Era um prêmio para ele (e para toda a família), já que ele é tão ligado no futebol. Foi uma oportunidade única e muito bem aproveitada!”, frisa.

“Fiquei nervoso e muito feliz, não acreditava que estava lá”, revela Guilherme, que, apesar da pouca idade, já conhecia, entre norte-americanos, croatas, ingleses e portugueses, vários dos craques que jogaram na arena. A ligação que o pequeno tem com o esporte faz com que ele acompanhe vários jogos e campeonatos – nacionais e internacionais. “Ano passado, fomos para todos os confrontos do Nacional da Copa do Brasil”, ilustra o pai. “Já tivemos, também, a oportunidade de assistir Flamengo e Vasco, no Engenhão; o jogo dos amigos do Zico, no novo Maracanã; e de visitar o estádio Castelão, no Ceará”, continua.

Apesar disso, Adelson frisa que não teve influência alguma na paixão do garoto pelo futebol. Pelo contrário, segundo o advogado, foi o filho quem o influenciou. “Gosto de futebol, mas não sou tão apaixonado quanto o Guilherme”, explica. “Treino três vezes por semana (na escola e em uma escolinha de futebol), mas sempre que posso, jogo no recreio, em casa, e tento fazer as jogadas que faço no vídeo-game”, ilustra o jovem, fã declarado do artilheiro do Brasil na Copa: Neymar. “Ele joga muito, distribui muito a bola para o restante dos jogadores da seleção e faz muitos gols”, justifica.

No que diz respeito às previsões para a fase do “mata-mata” do Mundial, a dupla mostra que está em sintonia. “Acredito que estejamos no caminho certo. Copa do Mundo é garra, vontade. Pode ser a seleção do País mais distante, mais fraca (tecnicamente), mas ninguém quer perder. Prova disso é que várias ditas ‘grandes’ já foram embora”, analisa o advogado. “A Copa está sendo bem disputada, por seleções boas que jogaram com muita vontade as eliminatórias. Acredito que o Brasil tenha chance de vencer”, aposta Guilherme.

Oportunidade única na vida

Para João Pedro Nascimento, 10, a Copa do Mundo no Brasil servirá para apagar da memória o fraco desempenho da Seleção na última edição do Mundial, na África do Sul. “Lembro até hoje do Brasil perdendo para a Holanda”, lamenta o estudante. Assim como Felipe e Guilherme, ele foi um dos jovens que entraram na Arena da Amazônia na hora da execução dos hinos. “Foi muito emocionante, porque sei que essa foi uma oportunidade única em minha vida. Quando entrei em campo e vi todas as pessoas acenando, batendo palmas para mim e para o mascote Fuleco, senti muita felicidade e aproveitei o máximo possível”, conta João.

Das arquibancadas, os pais, a procuradora e o juiz Raquel e Jorsenildo Nascimento, assistiam, apreensivos, o filho entrar em campo no duelo entre Portugal e Estados Unidos. “O João Pedro sempre foi um menino de muita sorte. Em maio deste ano, fomos fazer a revisão de nosso carro na KIA, uma das patrocinadoras da Copa, e havia um sorteio para crianças que gostariam de participar do Mundial. Inscrevemos nosso filho sem muita esperança, porque o sorteio era no mundo todo e para apenas dois jogos. Na segunda partida, ele foi o escolhido”, lembra Raquel.

Mesmo sendo fanático por futebol, é em outro esporte que o jovem se destaca. Atualmente, João Pedro é o campeão amazonense de natação na categoria mirim, nas provas de 50m e 100m livres. “Ele é muito rápido!”, elogia a mãe coruja. “O João Pedro é diferente da atual geração que adora ficar na frente do computador. Ele gosta de jogos eletrônicos, mas se o chamarem para andar de bicicleta, jogar futebol, nadar ou correr, ele larga tudo para pôr o corpo em movimento. Sempre incentivamos nossos filhos (o casal ainda é pai de Maria Letícia, 6) a praticarem esportes”.

Sobre a Copa, o clã se mostra otimista. “Acho que seremos campeões, mas será uma conquista difícil, pois há várias seleções que estão jogando muito, como a Holanda, Chile e Alemanha”, diz João Pedro.