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Especialista afirma que fimose deve ser tratada na infância

De acordo com o médico urologista Anoar Samad, quase toda criança nasce portando fimose, a qual perdura habitualmente até os dois anos de idade e, quando assintomática (sem causar sintomas) não necessita tratamento

Especialista afirma que fimose deve ser tratada na infância

Especialista afirma que fimose deve ser tratada na infância (Divulgação)

A fimose é motivo de preocupação para muitos pais iniciantes e pode causar complicações na vida sexual de um adulto. É um problema comum gerado pela dificuldade ou incapacidade de expor a cabeça do pênis – chamada de glande - por conta de uma pele – o prepúcio - que estreita a sua passagem. O alerta para os pais é que esse problema deve ser tratado ainda na infância.

De acordo com o médico urologista Anoar Samad, quase toda criança nasce portando fimose, a qual perdura habitualmente até os dois anos de idade e, quando assintomática (sem causar sintomas) não necessita tratamento.

De acordo com ele, até um ano de idade, o prepúcio (pele do pênis) é constituído por um tecido muito delicado, especialmente em sua extremidade. O hábito de tentar-se promover a exteriorização da glande (através do exercício) leva, com bastante freqüência, ao aparecimento de rachaduras com sangramentos freqüentes.

“É muito comum recebermos mães informando que antes faziam o exercício conseguindo a exposição total da glande, mas que depois não mais conseguiram devido à fibrose no local levando à impossibilidade de limpeza da glande com infecções locais, dificuldade para a criança urinar e até mesmo infecções urinárias”, disse.

No adulto, a fimose pode causar: dificuldade para a micção, levando à infecções de urina, dor durante a relação sexual, dificuldade para a limpeza completa do pênis, ocorrendo o acúmulo de secreções (esmegma), parafimose, que é a condição na qual o prepúcio, uma vez retraído sobre a glande, não pode ser recolocado na sua posição normal, levando ao inchaço e dor. “Inclusive, pessoas que apresentam fimose desde o nascimento, têm um risco maior de terem câncer do pênis, devido à má higiene local e a presença de infecções”, destacou o médico.

 Tratamento

Segundo o médico urologista, existem alguns cremes que podem ajudar e muito a resolução da fimose, mas a maioria dos casos se resolve através de uma cirurgia, chamada de postectomia, na qual é retirado o excesso de pele do pênis e feito uma plástica.

Anoar explica que a cirurgia se faz com anestesia local em adultos, ou anestesia geral em crianças (sedação), recebendo alta hospitalar no mesmo dia. “Ela é necessária quando ocorre infecções frequentes do pênis e de urina, dor e dificuldade na micção, dor nas relações sexuais, presença de parafimose e o desejo do próprio paciente de corrigir o defeito estético”, disse.

A idade ideal, segundo Anoar Samad, é aquela em que a criança passa a não usar mais a fralda, ou seja, em torno de dois anos de idade. Mas a cirurgia poderá ser antecipada quando o paciente apresenta a impossibilidade em expor a glande com dificuldade de urinar, infecção urinária na criança, balanopostite (infecção local do pênis) de repetição.
O médico destaca que no adulto a cirurgia deve sempre ser realizada. Segundo ele, todo homem normal possui uma estrutura semelhante a um cordão, que liga a extremidade da glande ao prepúcio, impedindo que este seja excessivamente tracionado, chamado de freio do prepúcio.

Esse cordão é normalmente indolor. No entanto, em muitos homens esse freio pode ser muito curto levando 'a dor durante 'a relação sexual.

Tratamentos

Além da cirurgia, alguns tratamentos recentes, por conta da evolução da medicina, apontam o uso de pomada, aprimorada por médicos brasileiros, que promete reduzir a necessidade de cirurgia de fimose em cerca de 90% dos casos. No Brasil, em 2009, uma equipe do Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp) tornou o produto mais eficaz por meio da adição de enzimas.

O princípio ativo do medicamente é a betametasona, um derivado da cortisona. A substância age como anti-inflamatório, e dissolve as traves fibrosas ricas em proteínas que ligam a pele do prepúcio ao pênis. Na Unicamp, os pesquisadores acrescentaram à betametasona enzimas chamadas hialuronidases, capazes de quebrar as proteínas das traves fibrosas. A ação dessas enzimas facilita a liberação do prepúcio.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o uso da pomada é indicado para meninos que completam um ano de idade e que não têm a liberação espontânea do prepúcio, ou em casos de infecções de repetição dessa pele (postite).

*Com informações de assessoria de comunicação.