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Frutas amazônicas são aliadas contra o câncer

Pupunha, tucumã e camu-camu são excelentes fontes de fibras e previnem o surgimento da doença

A pupunha é um dos frutos regionais que é rico em fibras e ajuda os processos intestinais evitando o câncer colorretal

A pupunha é um dos frutos regionais que é rico em fibras e ajuda os processos intestinais evitando o câncer colorretal (Antonio Lima)

Frutos típicos da região Norte podem ser uma arma na prevenção do câncer colorretal, doença que atinge o intestino grosso e o reto, e que deve registrar, no Amazonas, 630 casos novos neste ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Conforme o especialista em sistema digestivo e cirurgião da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Sidney Chalub, frutas como pupunha, tucumã, ingá, camu-camu e buriti têm alto teor de fibras e contribuem para o bom funcionamento do intestino, ajudando a prevenir a doença.

O câncer colorretal atinge, em sua maioria, mulheres, conforme estimativa do Inca, que aponta o aparecimento de todos os casos no Estado em pessoas do sexo feminino. Contudo, Sidney Chalub explica que a doença também pode acometer homens. Ele destaca que a doença, geralmente, se desenvolve de forma silenciosa, e quando apresenta dor, já pode estar em estágio avançado.

Para evitá-la, é indicada uma dieta rica em fibras, presentes em uma série de frutas - incluindo as regionais -, além de grãos e cereais, e consumo de água – que ajuda na movimentação da fibra no intestino.

De acordo com o especialista, que também é doutor em patologia cirúrgica, alimentos ricos em vitaminas D e E também ajudam a prevenir o câncer, pois agem como antioxidantes, além do cálcio, forte aliado na prevenção. Ele lembra que a incidência deste tipo de câncer é mais comum em países industrializados, como Inglaterra e Estados Unidos.

Este tipo de câncer tem como principais fatores de risco dieta pobre em fibras e vegetais e rica em gordura, hábito do tabagismo, sedentarismo, obesidade, além de história familiar de câncer e pólipo retal (crescimento anormal na região do cólon, considerado como doença pré-maligna, que antecede o câncer).

Sendo assim, Chalub alerta para a necessidade de se fazer o exame de colonoscopia (endoscópico do intestino grosso), considerado preventivo desta forma da doença, a partir dos 50 anos, e repeti-lo a cada dez anos, com exceção de quem possui história de câncer na família, que deve fazê-lo anualmente, a partir dos 40 anos, por conta do fator da pré-disposição genética.

“Este tipo de exame detecta lesões pré-cancerígenas, que podem ser tratadas antes de evoluírem para o câncer. Como todo tipo de câncer é mais comum em pessoas com idade acima de 50 anos, recomenda-se a colonoscopia a partir desta idade”, explicou.

Os sintomas dão os sinais de alerta

O médico Sidney Chalub ressalta que, embora os sintomas do câncer colorretal possam ser confundidos com outras doenças, alguns indícios pedem atenção e uma visita ao especialista. São eles: eliminação de sangue nas fezes ou fezes escurecidas, anemia inexplicável em pessoas acima de 50 anos, e lesões ou feridas na parede do intestino que não manifestam dor, sangramento pelo reto e sensação de evacuação incompleta. “Esses sintomas podem indicar um câncer em estágio inicial. Quando detectado inicialmente, as chances de sucesso no tratamento são superiores a 80%”, destaca o médico da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon)

Sidney Chalub adverte ainda que os casos de câncer colorretal têm aumentado em pessoas jovens que dão entrada na FCecon e assegura que é necessária uma mudança nos hábitos de vida para que a doença não passe a ser comum em pessoas com idade inferior a 50 anos.

O tratamento para o câncer colorretal envolve, na maioria das vezes, cirurgia para a retirada da parte do intestino afetada pelo tumor, e quimioterapia. No caso do reto, pode-se aplicar também a radioterapia. Os três tratatamentos são ofertados na FCecon.

Blog: Sidney Chalub - Médico da FCecon e doutor em patologia

 “ Temos notado pacientes com idade entre 20 e 30 anos com entrada mais frequente no hospital com este tipo de doença. Se você começa a ter uma mudança do hábito intestinal, se começa a ter prisão de ventre ou diarreia de forma inexplicada, aí tem que procurar o especialista para uma avaliação mais aprofundada, porque é através dos exames específicos que se pode detectar o problema na forma mais precoce possível. Quem tem prisão de ventre deve ter atenção redobrada. Ela faz com que as fezes tenham contato por mais tempo com o intestino. A obesidade, o sedentarismo e a prisão de ventre juntos então, podem aumentar em até três vezes as chances de se adquirir a doença. A prática de exercício físico, e evitar alimentos processados, de carne vermelha, cigarro e bebidas alcoólicas em excesso, também podem contribuir com a prevenção. Além de manter uma dieta rica em fibras, encontradas em frutos da nossa região”.